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Cai 25% gasto com drenagem nos programas da Prefeitura de SP

Reduzir em 15% as áreas inundáveis é um dos 53 objetos do Plano de Metas, apresentado há dois anos e que deve ser cumprido até fim do mandato

São Paulo|

Cai 25% gasto com drenagem nos programas da Prefeitura de SP, diz TCM
Cai 25% gasto com drenagem nos programas da Prefeitura de SP, diz TCM Cai 25% gasto com drenagem nos programas da Prefeitura de SP, diz TCM

Reduzir em 15% as áreas inundáveis é um dos 53 objetos do Plano de Metas da Prefeitura de São Paulo, apresentado há dois anos e que deve ser cumprido até o fim do mandato de Bruno Covas (PSDB). Segundo balanço oficial, a diminuição foi de apenas 2,4% (ou seja, 544 mil metros quadrados) até julho do ano passado, mesmo porcentual de janeiro daquele ano.

Leia mais: Em um ano, verba da Prefeitura de SP contra enchentes cai 21%

Uma das possíveis explicações é a redução nos investimentos municipais nos principais programas de saneamento. Segundo levantamento do TCM (Tribunal de Contas do Município), foram gastos R$ 335,9 milhões em intervenções, melhorias e manutenção de sistemas de drenagem e bacias em 2018, o que é 55% do valor orçado para o período. O investimento representa uma redução de 25,6% em relação aos gastos de 2016, de R$ 451,8 milhões, em valores não atualizados. Dentre as ações não executadas orçadas para o ano passado, estão a canalização de sete córregos e a obra de um novo piscinão na Mooca, na zona leste.

Para apurar a situação, uma auditoria programada tramita em um processo dentro do TCM. O processo inclui, ainda, a apuração do andamento do programa Controle de Cheias, que também está no Plano de Metas e inclui 18 ações. Dentre elas, estão a total limpeza de córregos, desobstrução de galerias e desassoreamento dos reservatórios das subprefeituras "prioritárias". O objetivo era começar no primeiro semestre de 2018.

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Veja também: Prefeitura de SP tem menor gasto com obras de drenagem desde 2009

Prefeitura diz desenvolver 'série de medidas'

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Em nota, a Prefeitura "vem desenvolvendo, desde o início da atual gestão, uma série de medidas estruturantes e de zeladoria/manutenção na drenagem com o objetivo de minimizar o problema histórico das cheias na capital paulista e má conservação dos leitos que percorrem a cidade". "Prova disto é que, até o momento, a população conta com três novos piscinões: R6, no Córrego Ipiranga; R1 do Córrego Cordeiro; e Guamiranga, na zona leste."

"Vale ressaltar que, em 2018, o Município investiu R$ 160 milhões, ou 86% dos R$ 185 milhões previstos com recursos próprios no orçamento municipal para prevenção de enchentes, como limpeza de córregos, galerias e construções de piscinões. O valor total de R$ 580 milhões no orçamento contempla, também, recursos previstos de transferências do governo do Estado e Federal para construção de piscinões, que não foram transferidas no ano passado", explicou a gestão Covas.

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A administração acrescentou que a Siurb (Secretaria de Infraestrutura Urbana e Obras) está executando dois reservatórios no Córrego Tremembé, zona norte. No Córrego Ipiranga, zona sul, estão em execução as obras do reservatório R2-Aliomar Baleeiro, disse a Prefeitura.

"A Prefeitura também está viabilizando a PPP dos Piscinões para dar celeridade à construção de novos reservatórios. Com o programa, a iniciativa privada será responsável pela construção e manutenção dos equipamentos, recebendo em contrapartida, o direito de laje dos atuais reservatórios, o que vai permitir aos concessionários construir nestes espaços e explorar economicamente os empreendimentos", disse.

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