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Mais dois acusados de matar e carbonizar família no ABC paulista são julgados nesta segunda (21)

Filha das vítimas, ex-namorada e terceiro réu foram condenados em junho; somadas, penas chegam a 192 anos de prisão

São Paulo|Isabelle Gandolphi, da Agência Record

Irmãos Juliano e Jonathan vão a julgamento nesta segunda (21)
Irmãos Juliano e Jonathan vão a julgamento nesta segunda (21) Irmãos Juliano e Jonathan vão a julgamento nesta segunda (21)

Começou nesta segunda-feira (21) a segunda parte do julgamento dos acusados de terem matado e carbonizado uma família no ABC paulista, em janeiro de 2020.

Os irmãos Juliano Oliveira Ramos Junior e Jonathan Fagundes Ramos serão ouvidos nesta manhã, no fórum de Santo André, em São Paulo

De acordo com o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), 12 testemunhas seriam ouvidas, mas todas elas foram dispensadas. O julgamento será apenas com o interrogatório dos dois réus.

Ainda segundo o TJSP, os sentenciados, se insatisfeitos com a decisão, não poderão recorrer em liberdade.

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Outros três réus, incluindo a filha das vítimas, foram condenados em junho deste ano a penas que, somadas, totalizam mais de 192 anos de prisão.

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Primeira parte do julgamento

No dia 13 de junho, foram julgados Anaflávia Martins Meneses Gonçalves, a filha do casal morto, sua ex-namorada, Carina Ramos de Abreu, e Guilherme Ramos da Silva, primo de Carina.

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Anaflávia Martins Meneses Gonçalves foi sentenciada a 61 anos, 5 meses e 23 dias de reclusão, em regime inicial fechado. Carina Ramos de Abreu pegou 74 anos, 7 meses e 10 dias de reclusão, em regime inicial fechado. Já Guilherme Ramos da Silva terá de cumprir 56 anos, 2 meses e 20 dias de reclusão, em regime inicial fechado.

Relembre o caso

A família foi encontrada carbonizada dentro do carro no ABC
A família foi encontrada carbonizada dentro do carro no ABC A família foi encontrada carbonizada dentro do carro no ABC

A morte dos empresários Romuyuki Veras Gonçalves e Flaviana de Meneses Gonçalves e do filho deles, Juan Victor Gonçalves, de 15 anos, teve o envolvimento da filha do casal e da sua ex-namorada, Carina. Ambas foram acusadas de planejar o assassinato da família.

De acordo com a polícia, as duas informaram aos outros três suspeitos que havia R$ 85 mil na casa e ajudaram o trio a entrar na residência. No dia do roubo, segundo a denúncia feita pelo Ministério Público, eles não encontraram o dinheiro e, depois de ameaçar as vítimas, decidiram matá-las.

Os corpos do casal e do adolescente foram colocados dentro do carro da família e levados a uma estrada de terra em São Bernardo do Campo. O veículo foi incendiado, e as vítimas, carbonizadas.

À Record TV, Carina Ramos admitiu ter participado do planejamento do assalto, mas não das mortes. Ela disse que a ex-namorada tinha arquitetado o crime. Já Anaflávia afirmou ser inocente e que os assassinatos foram premeditados pela ex-companheira.

Segundo Anaflávia, Carina a convenceu de que não aconteceria nada à família, a não ser uma simulação de assalto. Os irmãos também se sentiram enganados por Carina ao perceberem que não havia dinheiro na casa: "Foi uma cilada que ela arranjou para nós, porque a intenção dela, na verdade, não era roubar o dinheiro, porque não tinha dinheiro; a intenção dela era matar eles".

Investigações

Anaflávia e Carina foram condenadas pelo crime
Anaflávia e Carina foram condenadas pelo crime Anaflávia e Carina foram condenadas pelo crime

Com a quebra de sigilo de contas na internet e as conversas entre o ex-casal por um aplicativo de mensagens, a Polícia Civil descobriu que Anaflávia e Carina haviam feito buscas relacionadas ao ocorrido.

Elas pesquisaram termos referentes ao seguro de vida de Romuyuki, como "seguro de vida cobre quais mortes", "seguro de vida por morte assassinato" e "segurado de homicídio". As buscas foram encontradas no celular de Anaflávia, em 24 de dezembro de 2019, cerca de um mês antes do crime.

No dia 30 de dezembro, o casal pesquisou sobre a compra de um carro de luxo, apesar de estar endividado. Dois dias antes das mortes, Carina também fez buscas sobre reforma do piso de uma residência. A metragem e a descrição da planta são compatíveis com o imóvel onde a família foi morta, o que indica a intenção das duas de se apossarem da casa.

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