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SP vai adotar sistema de sirenes, comprar radares e contratar meteorologistas, diz Tarcísio

Governador de São Paulo visitou instalações de centro de operações no Rio. O aperfeiçoamento do sistema deve ser iniciado imediatamente

São Paulo|Do R7

As fortes chuvas no feriado prolongado do carnaval provocaram deslizamento em São Sebastião
As fortes chuvas no feriado prolongado do carnaval provocaram deslizamento em São Sebastião As fortes chuvas no feriado prolongado do carnaval provocaram deslizamento em São Sebastião

O Estado de São Paulo investirá num sistema de sirenes, comprará radares para focar no litoral e contratará mais meteorologistas para elaborar uma estrutura mais robusta de prevenção a desastres naturais, disse o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), após visita ao Centro de Operações - Rio, espécie de "quartel general" das equipes operacionais da prefeitura carioca.

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"No ano que vem teremos sirenes na região metropolitana, no litoral norte e na Baixada Santista", disse Tarcísio, que estava acompanhado do prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD). Também estava presente Gilberto Kassab (PSD), secretário de Governo e Relações Institucionais de São Paulo.

"O Rio se preparou para eventos climáticos adversos e temos de importar essas boas medidas para São Paulo", disse. "Vamos trazer para cá nosso pessoal de Defesa Civil para fazer um intercâmbio para aprender sobre o sistema de sirenes e protocolos que já tem aqui, como a questão do day off - em que situações se dispara isso -, como é o processo de educação da sociedade."

O governo citou ainda as intervenções de encosta como ponto de atenção. "Eles (as autoridades do Rio) estão fazendo um monitoramento a laser feixe por feixe para detectar locais que necessitam de intervenção com geotecnia ou de remoção imediata."

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Tarcísio disse que conversou com o prefeito do Rio sobre a necessidade de investir em radares, com trocas de informações entre o litoral norte de São Paulo e o estado do Rio de Janeiro. "Ampliar a rede de radares é muito interessante", disse Tarcísio. "Vamos comprar radares para o litoral. Hoje os nossos radares estão basicamente no Planalto."

O maior desafio para as melhorias, disse o governador, é a limitação de recursos. "Mas entendo que é algo prioritário". Tarcísio de Freitas disse ainda que vai contratar mais meteorologistas para melhorar a eficácia das previsões. "A questão da educação da população, do treinamento da população e da eficácia do sistema de alerta está muito ligada à acurácia da previsão", afirma, complementando que alertas falsos desacreditam o sistema.

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O aperfeiçoamento do sistema deve ser iniciado imediatamente, pela região metropolitana, área mais crítica, conforme o governador, citando Ferraz de Vasconcelos, Franco da Rocha e Francisco Morato, Mauá e Carapicuíba, além da zona leste da capital e várzeas dos rio Capivari e Tietê, que alagam nas chuvas. "Queremos chegar no verão do ano que vem muito mais bem estruturados do que estávamos neste ano."

"Temos de dotar as nossas estruturas com mais tecnologia", enfatizou o governador, explicando que também são necessários investimentos em infraestrutura e moradia. "Precisamos dar casa para as pessoas e inviabilizar reocupações em áreas de risco."

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Eduardo Paes: Brasil precisa mudar cultura de reação a eventos climáticos

O prefeito do Rio de Janeiro frisou que o Brasil precisa de uma mudança cultural na reação a eventos climáticos extremos. "Não podemos achar normal as pessoas se deslocarem durante uma tempestade", disse, durante visita do governador de São Paulo.

"Qual a diferença entre o que acontece aqui e uma nevasca nos EUA ou na Europa? Quando eles têm uma previsão de nevasca, eles param as cidades", comentou. "Aqui no Brasil, talvez porque seja água, as pessoas acham que é normal sair por aí andando com a cidade toda alagada."

Para o prefeito, o país precisa avançar em credibilidade na previsão meteorológica. "O Brasil precisa apostar e investir em seu sistema previsão meteorológica". Nos países de primeiro mundo, disse, as pessoas sabem o que vai acontecer - até mesmo a quantidade de pólen que haverá no ar - daí a dez dias. "Sabem exatamente onde vai cair a neve e a chuva."

No Brasil, com menor confiabilidade, o sistema fica desacreditado. "Tem uma famosa tarde em que eu dispensei todo mundo do trabalho porque nós teríamos um ciclone. Às 11h eu pedi a todo mundo que fosse para casa na hora do almoço. E no final do dia não caiu nem uma gota de chuva."

"Não é uma ciência exata, mas investir, em nível nacional, em satélites, sistemas e modelos matemáticos que permitam uma previsão mais apurada é fundamental."

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