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Ministério da Saúde deve ampliar faixa etária da vacina da dengue para até 14 anos

Pasta deve emitir nesta semana nota técnica recomendando novo público-alvo do imunizante; doença matou ao menos 299 neste ano

Saúde|Augusto Fernandes, do R7, em Brasília

Hoje, vacina da dengue é indicada para crianças de 10 e 11 anos
Hoje, vacina da dengue é indicada para crianças de 10 e 11 anos Hoje, vacina da dengue é indicada para crianças de 10 e 11 anos (Walterson Rosa/MS - 9.2.2024)

O Ministério da Saúde deve ampliar nesta semana a faixa etária da vacinação contra a dengue para até 14 anos. No momento, o imunizante é recomendado para crianças de 10 e 11 anos. A pasta prepara uma nota técnica com a nova orientação, mas só vai permitir a alteração no público-alvo desde que a população prioritária já atendida com a primeira dose não fique descoberta.

Na terça-feira (5), durante coletiva à imprensa para atualizar o cenário epidemiológico sobre a dengue no Brasil, a ministra da Saúde, Nísia Trindade, disse que o ministério tem recebido pedidos de diferentes estados para que a faixa etária seja ampliada para até 14 anos por causa da baixa procura pelo imunizante. 

De acordo com a Secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente, Ethel Maciel, a pasta calcula quantas doses podem ser remanejadas pelas secretarias de saúde para atender o novo público-alvo sem que isso comprometa o esquema vacinal de quem já tomou a primeira dose.

"Avaliamos tudo que a gente tinha distribuído [de vacina], qual a possibilidade [de ampliação] e vamos fazer uma nota técnica para dizer com segurança: você pode fazer isso", explicou.

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"Precisamos fazer uma análise das doses que chegaram e das que chegarão para não termos problemas de avançar na faixa etária e ter falta de doses. Precisa ser muito coordenado e o PNI [Programa Nacional de Imunizações] vai emitir uma nota dando a possibilidade de ampliação para 14", acrescentou.

A atualização mais recente do painel do Ministério da Saúde sobre a dengue mostra que o Brasil tem 1.253.919 casos prováveis da doença. A pasta já confirmou 299 mortes e investiga outras 765. A taxa de incidência é de 617,5 por 100 mil habitantes.

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