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OMS autoriza uso emergencial da CoronaVac

Aval da entidade para imunizante da Sinovac dá possibilidade de que ele seja incluído no programa Covax Facility

Saúde|Da EFE

CoronaVac é a segunda vacina chinesa a ter sinal verde da OMS
CoronaVac é a segunda vacina chinesa a ter sinal verde da OMS CoronaVac é a segunda vacina chinesa a ter sinal verde da OMS

A OMS (Organização Mundial da Saúde) aprovou nesta terça-feira (1º) o uso emergencial da CoronaVac, a vacina contra a covid-19 produzida pelo laboratório Sinovac e o segundo imunizante de fabricação chinesa a receber sinal verde da entidade depois da desenvolvida pela Sinopharm no início de maio.

A vacina da Sinovac "atende aos padrões internacionais de segurança, eficácia e fabricação", segundo disse a OMS em um comunicado, no qual observou que seus assessores técnicos visitaram as instalações do laboratório de Pequim antes de emitir sua decisão.

A CoronaVac é a sexta a entrar na lista de uso de emergência, depois das vacinas da Pfizer, Moderna, AstraZeneca, Johnson & Johnson e Sinopharm.

Os imunizantes da Sinopharm e da Sinovac são também as primeiras vacinas contra a covid-19 aprovadas pela OMS sem antes ter uma decisão semelhante da EMA (Agência Europeia de Medicamentos) ou da FDA (Administração de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos).

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A aprovação para uso emergencial dá a essas vacinas a possibilidade de entrar no consórcio Covax Facility, criado pela OMS em cooperação com outras agências para distribuir doses equitativas e de baixo custo de vacinas contra a covid-19 em todo o mundo.

Em sua decisão, a OMS destaca que a Sinovac é uma vacina de vírus inativo, fácil de armazenar e transportar, e seus especialistas recomendam seu uso em pessoas maiores de 18 anos, que devem receber duas doses com intervalo entre duas e quatro semanas.

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Estudos realizados pelo Instituto Butantan, que produz a CoronaVac no Brasil, indicam que sua eficácia geral é de 50,39% na redução de casos sintomáticos de covid-19, embora a porcentagem aumente até 100% para casos graves e aqueles que requerem hospitalização.

Por outro lado, conselheiros da OMS alertam que não existem dados sobre a eficácia da vacina em pessoas com mais de 60 anos, visto que poucos sujeitos acima dessa idade participaram de testes clínicos, embora isso não os leve a recomendar uma idade máxima para seu uso, uma vez que nas campanhas de vacinação tem se mostrado eficaz em pessoas mais velhas.

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