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Advogado de Lula diz que Lava Jato "censura a defesa"

Cristiano Zanin disse que ação que condenou Lula no caso do tríplex do Guarujá nasceu em um power point

Brasil|Giuliana Saringer, do R7

Defesa diz que ação nasceu de power point
Defesa diz que ação nasceu de power point Defesa diz que ação nasceu de power point

Cristiano Zanin, advogado do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, afirma que as palavras do procurador do MPF (Ministério Público Federal) no TRF4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região) mostram "como a força tarefa da Lava Jato vem atuando neste e em outros casos".

O advogado fez a declaração durante o julgamento do recurso de Lula, que acontece nesta quarta-feira (24), em Porto Alegre. Zanin teve 15 minutos para expor o posicionamento da defesa. 

— O pensamento [da força tarefa] é de censura a defesa, é de censura a academia, é de censura ao povo. 

Zanin afirma que a ação que investiga Lula nasceu "de um power point que tratava o ex-presidente como culpado". Para a defesa, existe uma motivação política no caso do ex-presidente. 

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— Se a acusação não tem alguma motivação politica — e no caso tem — a defesa não precisa identificar traços políticos. 

O advogado de Lula diz que o ex-presidente não é dono do tríplex. O ex-presidente sempre negou ser proprietário do local. 

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— O tríplex sempre pertenceu a OAS Empreendimentos. O ex-presidente jamais recebeu as chaves, jamais passou um dia, jamais passou a noite lá.

Condenação

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O ex-presidente foi condenado em julho de 2017 a nove anos e seis meses de prisão pelo juíz Sérgio Moro, da 13º Vara Federal de Curitiba, por supostamente ter recebido um tríplex no Guarujá da empreiteira OAS em troca de contratos com a Petrobras.

Além de Lula, recorreram contra a sentença o ex-presidente da OAS, José Aldemario Pinheiro Filho (condenado em primeira instância a 10 anos e 8 meses), o ex-diretor da área internacional da OAS, Agenor Franklin Magalhães Medeiros (condenado a 6 anos), e o ex-presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto, absolvido em primeira instância, mas que requer troca dos fundamentos da sentença. O Ministério Público Federal recorreu contra a absolvição em primeira instância de três executivos da OAS: Paulo Roberto Valente Gordilho, Roberto Moreira Ferreira e Fábio Hori Yonamine.

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