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Advogados de filho de Lula dizem que vão entrar com ação contra decisão que permitiu ação da PF

Na segunda, policiais federais cumpriram mandado de busca no escritório de Luís Cláudio

Brasil|Do R7


Defesa de Luís Cláudio (foto) vai alegar "manifestas ilegalidades"
Defesa de Luís Cláudio (foto) vai alegar "manifestas ilegalidades"

Os advogados de Luís Cláudio Lula da Silva, filho do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, afirmaram que vão protocolar nesta quarta-feira (28), junto ao Tribunal Regional Federal de Brasília, uma medida judicial questionando as “manifestas ilegalidades” presentes na decisão que autorizou a busca e apreensão em seu escritório, em São Paulo.

De acordo com nota assinada pelo advogado Cristiano Zanin Martins, “o fundamento usado pela juíza para autorizar a medida extrema é precário e inconsistente, apenas repetindo uma especulação do Ministério Público Federal”.

Na segunda, a PF cumpriu mandado de busca e apreensão no escritório de Luís Cláudio, dentro de ação que integra a terceira fase da Operação Zelotes, que investiga um esquema de compra de medidas provisórias para favorecer montadoras de veículos.

Segundo o jornal O Estado de S.Paulo no início do mês, uma das empresas de Luís Cláudio, a LFT Marketing Esportivo, recebeu pagamentos de Mauro Marcondes, um dos lobistas investigados por negociar a edição e aprovação da MP 471 durante o governo Lula.

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A norma prorrogou incentivos fiscais para o setor automotivo. Luís Cláudio, que também é dono da empresa Touchdown, confirma o recebimento de R$ 2,4 milhões.

O filho de Lula sustenta que os valores se referem a projetos desenvolvidos para uma empresa de Mauro Marcondes, a Marcondes e Mautoni Empreendimentos, em sua “área de atuação”, o esporte. Mas nunca deu detalhes dos serviços prestados.

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Na nova etapa, os agentes investigam esquema de lobby e corrupção para “comprar” medidas provisórias que favorecem empresas do setor automobilístico, revelado também pelo jornal no início do mês.

Cerca de cem policiais federais cumpriram 33 mandados judiciais no Distrito Federal, em São Paulo, no Piauí e no Maranhão, sendo seis de prisão preventiva, 18 de busca e apreensão e nove de condução coercitiva. O lobista Alexandre Paes dos Santos, conhecido como ‘APS’, um dos envolvidos na negociação das MPs, foi preso preventivamente.

Foi preso o ex-conselheiro do Carf José Ricardo da Silva, em sua casa em Brasília. O dono da CAOA, Carlos Alberto Oliveira Andrade, foi alvo de mandado de condução coercitiva.

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