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Che Guevara tem quatro anos e já  é 'veterano' em manifestações do MST

Pais do menino estão no acampamento do Sem Terra em Porto Alegre para acompanhar julgamento do ex-presidente Lula

Brasil|Thaís Skodowski, do R7, em Porto Alegre


É no clima abafado do verão de Porto Alegre que Ernesto Che Guevara reclama das sandálias e toma mamadeira deitado tranquilamente em um colchão.

Che, ou no caso, Ernesto Che Guevara Silveira Ortiz é um dos 15 mil acampados no Anfiteatro Pôr do Sol, às margens do Guaíba, que estão na capital gaúcha para apoiar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que será julgado pelo TRF4 na quarta-feira (24).

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Com quatro anos, Che não carrega a militância só no nome. Desde os três meses participa de atos do Movimento dos Sem Terra (MST). Esteve em Curitiba no ano passado. Ernesto é filho de Carlos Ortiz, 52 anos, que há 14 mora no assentamento de San’t Ana do Livramento, a quase 500 km de Porto Alegre.

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Sobre a homenagem que fez a Che Guevara, um dos ideólogos e comandantes da Revolução Cubana, Carlos Ortiz afirma que pensou em uma "referência" ao colocarno filho o nome do revolucionário.

Para Ortiz, estar em Porto Alegre não é só apoiar o ex-presidente Lula, que considera inocente. “É se preocupar com os trabalhadores, com a democracia”, explicou.

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O que ainda pesa contra Lula

É também esse o pensamento do professor de biologia Rodolfo Kava, 23 anos. Ele saiu de Castro, no Paraná, às 16h de segunda-feira (22) e chegou nesta terça na capital. “Lula não pode ser condenado sem provas”, disse. Kava veio no mesmo ônibus que assentados do assentamento Maria Rosa, que fica em Castro. O professor disse que pagou pela viagem e para as refeições. “Ninguém tá recebendo pra estar aqui não”, frisou.

Acampamento

A maioria dos acampados veio da região sul do país. De acordo com Ildo Pereira, um dos coordenadores do acampamento, três mil

são do Rio Grande do Sul. Do Paraná, vieram 14 ônibus.

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O local conta com dezenas de banheiros químicos e pias coletivas. Quinze cozinhas são responsáveis por alimentar o pessoal. Em média, cada uma serve 30 quilos de arroz e 25 de feijão. O prato do almoço e da janta é arroz, feijão, batata, carne e salada. O café da manhã é composto por café e pão com margarina. Os produtos têm como origem as plantações dos assentamentos.

Quem preferir também pode comprar comida em barracas. Tem churrasquinho, carrochorro quente, refrigerante, cerveja e até chopp artesanal.

Há também uma tenda para atendimento médico. Vinte seis médicos, filhos de assentados e que cursaram medicina em Cuba e Venezuela, estão no lugar para atender quem precisar.

Também há no acampamento um serviço de coleta de lixo.

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