Operação Lava Jato
Brasil Corregedor abre investigação contra procuradores da Lava Jato

Corregedor abre investigação contra procuradores da Lava Jato

Orlando Rochadel deu prazo de 10 dias para Deltan Dallagnol se manifestar a respeito da troca de mensagens vazadas

Ministério Público

Dallagnol é coordenador da força-tarefa da Lava Jato

Dallagnol é coordenador da força-tarefa da Lava Jato

Eduardo Anizelli/Folhapress - 19.03.2018

O corregedor nacional do Ministério Público, Orlando Rochadel, abriu nesta segunda-feira (10), uma reclamação disciplinar para apurar a troca de mensagens envolvendo membros CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público), Entre os envolvidos na ação aparece o coordenador da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba, Deltan Dallagnol.

A decisão de abrir a investigação, tomada com base nos fatos apresentados no domingo (9), pelo site The Intercept, que revelou mensagens supostamente trocadas entre o ex-juiz federal Sérgio Moro, hoje ministro da Justiça, e procuradores. Na avaliação de Rochadel, o caso indica "eventual desvio na conduta" de membros do MPF.

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"A imagem social do Ministério Público deve ser resguardada e a sociedade deve ter a plena convicção de que os membros do Ministério Público se pautam pela plena legalidade, mantendo a imparcialidade e relações impessoais com os demais Poderes constituídos", destaca Rochadel.

O corregedor nacional determinou a notificação dos membros do Ministério Público Federal integrantes da Força Tarefa Lava Jato, na pessoa de Dallagnol, para manifestação no prazo máximo de 10 dias.

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Além disso, Rochadel determinou a expedição de ofício à Corregedoria-Geral do MPF para que informe, em 10 dias, os antecedentes disciplinares dos membros integrantes da Força Tarefa Lava Jato em Curitiba Após o prazo, os autos serão analisados pelo corregedor nacional do Ministério Público.

A apuração do caso foi solicitada pelos conselheiros do CNMP Luiz Fernando Bandeira, Gustavo Rocha, Erick Venâncio e Leonardo Accioly. "Caso forem verídicas as mensagens e correta a imputação do contexto sugerida na reportagem, independentemente da duvidosa forma como teriam sido obtidas, faz-se imperiosa a atuação do Conselho Nacional do Ministério Público", observaram os conselheiros no pedido.

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