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João Paulo Cunha, ex-deputado do PT condenado no mensalão, trabalha na defesa de réu da Zelotes

Em regime aberto desde fevereiro, ex-presidente da Câmara ainda não é advogado oficialmente

Brasil|Mariana Londres, do R7, em Brasília


João Paulo Cunha foi condenado a uma pena de 6 anos e 4 meses
João Paulo Cunha foi condenado a uma pena de 6 anos e 4 meses

O ex-deputado federal petista João Paulo Cunha, condenado a 6 anos e 4 meses de prisão no processo do mensalão, trabalha na defesa de um dos réus preso na Operação Zelotes, o lobista Francisco Mirto.

Cunha, que foi presidente da Câmara entre 2003 e 2005, acompanha as audiências da ação penal que resulta da Operação Zelotes na 10ª Vara Federal em Brasília desde sexta-feira (22) para auxiliar o advogado Luís Alexandre Rassi na defesa de Mirto.

Ao R7, o petista disse que não conhecia o réu e que trabalha na defesa pelo conhecimento do funcionamento do Legislativo e por ter ser formado advogado recentemente. Cunha ainda cumpre pena em casa, no regime aberto, desde fevereiro do ano passado. 

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Ele deve receber o indulto de fim de ano nos próximos dias, na volta do recesso do Judiciário, e quando isso ocorrer terá cumprido toda a pena. Cunha deve obter o registro da OAB nos próximos meses.

João Paulo Cunha está inelegível até 2022 e afirmou que não pretende voltar a disputar cargo público, embora ainda participe da política e de atividades partidárias. Ele foi condenado por peculato, corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

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O lobista Francisco Mirto foi preso em novembro do ano passado acusado de obstruir as investigações da Zelotes.

Junto com o casal Mauro e Cristina Marcondes, ele é suspeito de investigar o procurador do Ministério Público Federal, José Alfredo de Paula Silva, que integra a força-tarefa da Procuradoria da República na Operação Zelotes, por meio de um escritório de investigações particulares.

Mauro Marcondes Machado e Cristina Mautoni Marcondes Machado são donos da M&M, empresa suspeita de “patrocinar interesses particulares junto ao Estado”, segundo o MPF. Eles são acusados de organização criminosa, lavagem de dinheiro e corrupção ativa e estão presos desde outubro de 2015.

Mirto trabalhava regularmente para a M&M e é suspeito de receber R$ 500 mil da empresa. Ele é acusado pelo MPF de organização criminosa, lavagem de dinheiro e corrupção ativa.

A Operação Zelotes apura suspeitas de manipulação de julgamentos no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), da Receita Federal, com prejuízos estimados de R$ 19 bilhões em pagamentos de impostos e multas não pagos por empresas que haviam sido autuadas pela Receita.

A Zelotes investiga ainda a 'compra' de medidas provisórias que desoneraram alguns setores.

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