Brasil Ministério aprova liberação comercial da vacina Sputnik V

Ministério aprova liberação comercial da vacina Sputnik V

Medida é anunciada pouco antes de a Agência Nacional de Vigilância Sanitária informar se autoriza importação do imunizante

  • Brasil | Do R7

O ministro Marcos Pontes durante coletiva sobre a Sputnik V

O ministro Marcos Pontes durante coletiva sobre a Sputnik V

Leonardo Marques - ASCOM/MCTI

O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) aprovou nesta segunda-feira (26), por meio da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), a liberação comercial da vacina de origem russa denominada Gam-COVID-VAC, conhecida popularmente como Sputnik V. A medida foi anunciada pouco antes de a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informar se autoriza ou não a importação do imunizante.

Após apresentação de informações por parte da União Química, que é o laboratório autorizado para fazer a produção da vacina no Brasil, a CTNBio analisou os documentos complementares da empresa União Química e deliberou pela aprovação.

Na semana passada, a CTNBio deu início à análise de biossegurança dos dados apresentados pela farmacêutica em reunião extraordinária e solicitou dados complementares sobre o método de obtenção das linhagens dos adenovírus, e os respectivos mapas dos plasmídeos, que compõem a vacina Sputnik V.

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De acordo com o ministério, em linhas gerais, para que qualquer organismo geneticamente modificado seja introduzido no mercado é necessário que seja liberado para uso comercial pela CTNBio como alguns tipos de vacinas, a exemplo da Sputnik V.

A aprovação pela CTNBio aconteceu dois dias antes do prazo final. Segundo o ministro Marcos Pontes, isso ocorreu porque "conselheiros, técnicos e servidores trabalharam até nos finais de semana".

Prazo de 30 dias

O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), havia dado prazo de 30 dias para a autarquia decidir sobre a importação da Sputnik V pelo governo do Maranhão. A Anvisa recorreu da decisão, alegando falta de dados e de um relatório técnico que atestassem a segurança e a eficácia do imunizante. O STF, contudo, negou o pedido e manteve o prazo de análise da vacina russa.

A Anvisa programou para esta segunda-feira (26) reunião extraordinária da diretoria colegiada para avaliar os pedidos de estados e municípios para importação da vacina Sputnik V. O imunizante é produzido pelo Instituto Gamaleya, da Rússia.

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