Brasil Queiroga rebate Estados e nega demora na entrega de vacinas

Queiroga rebate Estados e nega demora na entrega de vacinas

Ministro da Saúde disse que enviará 120 milhões de doses nos próximos dois meses e que não há imunizantes parados

Reuters - Brasil
Ministro Queiroga esteve no Rio de Janeiro nesta terça (3)

Ministro Queiroga esteve no Rio de Janeiro nesta terça (3)

Jorge Hely/Estadão Conteúdo - 03.08.2021

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, minimizou nesta terça-feira (3) críticas de Estados e municípios sobre demora na entrega de doses de vacinas contra Covid-19 pela pasta, e defendeu os resultados da campanha de imunização do país.

Autoridades estaduais e municipais de saúde de vários lugares do país têm cobrado mais celeridade no ritmo de entregas de vacinas e reclamado que o ministério estaria esperando acumular doses em grandes volumes para só depois efetuar a distribuição, o que estaria atrasando a aplicação das injeções.

"Queremos que as doses sejam distribuídas com celeridade, mas não significa dizer que toda dose que chega em Guarulhos ou Viracopos seja imediatamente dispensada para Estados e municípios, precisa da autorização da Anvisa, INCQS", disse Queiroga a jornalistas no Rio de Janeiro.

"O ministério não tem estoque... nossa campanha vai muito bem", afirmou o ministro, acrescentando que a pasta tem a expectativa de distribuir 120 milhões de doses de vacinas em agosto e setembro.

O Brasil aplicou até o momento a primeira dose de vacinas contra a Covid-19 em mais de 101 milhões de pessoas, o equivalante a 48% da população, enquanto 41,5 milhões tomaram as duas doses ou vacina de dose única, o que representa 19,7% da população, de acordo com dados do Ministério da Saúde.

A previsão do governo é vacinar todas as pessoas acima de 18 anos (158 milhões de pessoas) com as duas doses ainda este ano.

Queiroga também afirmou que o avanço da vacinação da população poderá permitir que o uso de máscara deixe de ser recomendado no país.

"Por mim já tinha tirado essas mascaras há muito tempo, mas precisamos vacinar a nossa população", disse.

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