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Anderson Torres pede para ficar em silêncio em CPI da Câmara Legislativa do DF

Ex-secretário de Segurança Pública e ex-ministro da Justiça também solicitou que não seja obrigado a comparecer ao local

Brasília|Gabriela Coelho, Do R7, em Brasília

O ex-ministro da Justiça Anderson Torres durante discurso
O ex-ministro da Justiça Anderson Torres durante discurso O ex-ministro da Justiça Anderson Torres durante discurso

A defesa do ex-secretário de Segurança Pública do DF e ex-ministro da Justiça Anderson Torres pediu ao Supremo Tribunal Federal para ficar em silêncio ou não ser obrigado a comparecer na CPI da Câmara Legislativa do DF que apura os atos extremistas de 8 de janeiro. O depoimento está previsto para 9 de março.

Segundo a defesa, não existe interesse em falar sobre o tema. "Apesar de o investigado possuir ampla e incondicional disposição de esclarecer os fatos que vêm sendo indevidamente imputados em seu desfavor, já se desincumbiu dessa missão quando, por mais de dez horas, prestou depoimento nestes autos de inquérito", disse a defesa.

Os advogados afirmam ainda que o inquérito sobre o ex-ministro não está sob sigilo, o que dá acesso livremente aos parlamentares que integram a Câmara Legislativa do Distrito Federal.

"O investigado não tem se negado a contribuir com a Justiça, somente passou a gozar férias — há muito planejadas e custeadas — após a completa organização da segurança para o evento de 8 de janeiro e a efetiva transferência das suas funções para o seu substituto legal", disseram.

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Na última terça-feira (28), a Câmara Legislativa do Distrito Federal pediu ao ministro Alexandre de Moraes a liberação de Torres para realização de oitiva e diligências diversas. Na quarta-feira (1º), o ministro Alexandre de Moraes manteve a prisão do ex-secretário.

O ministro seguiu entendimento da Procuradoria-Geral da República. Segundo a PGR, não houve nenhuma modificação da situação desde a decisão que determinou a prisão preventiva.

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Segundo Moraes, os fatos narrados demonstram uma possível organização criminosa que tem por um de seus fins desestabilizar as instituições republicanas.

Moraes citou ainda que o relatório feito pelo interventor Ricardo Capelli mostrou que "houve uma operação estruturada de sabotagem comandada pelo ex-ministro, que teria exonerado todo o comando da segurança e viajado para o exterior, embora fossem de sua atribuição as competências para evitar a prática dos crimes e reforçar os mecanismos de defesa social contra ataques que eram iminentes".

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