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Chanceler se reúne com embaixador do Brasil em Israel para discutir conflito em Gaza

Mauro Vieira e Frederico Meyer falaram sobre riscos de alastramento da guerra, informou Itamaraty

Brasília|Plínio Aguiar, do R7, em Brasília

Mauro Vieira se reúne com Frederico Meyer
Mauro Vieira se reúne com Frederico Meyer Mauro Vieira se reúne com Frederico Meyer (Reprodução/Itamaraty)

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, se reuniu nesta terça-feira (12) com o embaixador do Brasil em Israel, Frederico Meyer. É a segunda reunião entre eles desde que o diplomata foi chamado de volta ao país para consultas, em fevereiro. No encontro, Vieira e Meyer discutiram o "agravamento da situação humanitária em Gaza e os riscos de alastramento do conflito".

Meyer foi chamado de volta ao país pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva depois que o ministro das Relações Exteriores de Israel, Israel Katz, informou que o petista era considerado "persona non grata" no país . A medida foi tomada após Lula comparar ao nazismo a ação de Israel em defesa aos ataques do grupo terrorista Hamas. O governo israelensa exigiu uma retratação do presidente brasileiro.

A declaração de Lula foi dada durante entrevista coletiva depois da participação do presidente na 37ª Cúpula de Chefes de Estado e Governo da União Africana, em Adis Abeba, capital da Etiópia. “O que está acontecendo na Faixa de Gaza, com o povo palestino, não existiu em nenhum outro momento histórico. Aliás, existiu. Quando Hitler decidiu matar os judeus”, afirmou o petista.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, criticou as declarações de Lula e afirmou que a fala dele é vergonhosa e grave. Depois, Israel Katz convocou Frederico Meyer para uma "dura conversa de repreensão" e o levou ao Museu do Holocausto.

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Como resposta, Lula chamou Meyer de volta ao Brasil. Nas relações internacionais, o termo consultas é usado para demonstrar irritação de um governo. Nos bastidores, o petista tem dado sinais de que não está arrependido da declaração. O chefe do Executivo tem dito também aos seus interlocutores que a mensagem foi proposital e a ideia era encorajar outros chefes de Estado a se posicionarem diante da guerra, o que não deu resultado até o momento.

Entidades e organizações também criticaram a declaração de Lula. A Conib (Confederação Israelita do Brasil) repudiou a fala. A instituição classificou a afirmação como "distorção perversa da realidade que ofende a memória das vítimas do Holocausto e de seus descendentes".

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"Os nazistas exterminaram 6 milhões de judeus indefesos na Europa somente por serem judeus. Já Israel está se defendendo de um grupo terrorista que invadiu o país, matou mais de mil pessoas, promoveu estupros em massa, queimou pessoas vivas e defende em sua Carta de fundação a eliminação do Estado judeu", diz a Conib.

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Durante visita oficial do presidente de governo da Espanha, Pedro Sánchez, Lula voltou a falar sobre o tema, disse que Israel comete genocídio contra a Palestina e chamou o conflito de "ato de desumanidade". O brasileiro defendeu que os países façam uma trégua para que os inocentes civis sejam tratados com água, alimentos e remédios, entre outros itens.

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