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CPMI do 8 de Janeiro ouve nesta quinta condenado por atentado a bomba no aeroporto de Brasília

George Sousa está preso desde o dia do episódio; comissão recebe também o perito da Polícia Civil do DF que conduziu a investigação

Brasília|Ana Isabel Mansur, do R7, em Brasília

George Souza foi preso em 24 de dezembro de 2022
George Souza foi preso em 24 de dezembro de 2022 George Souza foi preso em 24 de dezembro de 2022

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga os atos extremistas de 8 de janeiro em Brasília ouve nesta quinta-feira (22) George Washington de Oliveira Sousa, condenado a nove anos e quatro meses de prisão por ter tentado detonar uma bomba e explodir um caminhão-tanque no aeroporto da capital do país na véspera de Natal do ano passado. O artefato chegou a ser acionado, mas não estourou devido a falhas técnicas.

A reunião do colegiado está marcada para as 9h. Washington, que está preso desde o dia do episódio, será ouvido depois do responsável por conduzir as investigações sobre o caso, o perito da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) Valdir Pires Dantas Filho.

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Os pedidos de convocação dos dois partiram da relatora da CPMI, a senadora Eliziane Gama (PSD-MA), e foram aprovados pelos demais integrantes da comissão. "Pretende-se que as nossas atividades se iniciem com a dissecação dos fatos que norteiam duas importantes datas [24 de dezembro de 2022 e 8 de janeiro de 2023], consubstanciadas em oitivas e requerimentos de informações, a partir das quais se espera, como natural desdobramento, a investigação dos demais fatos elencados no requerimento que embasou a instauração desta CPMI", justificou a relatora.

Quem é George Washington

Morador do Pará, o condenado atua como empresário e dirigiu até Brasília após o segundo turno das eleições com armas de grosso calibre e bananas de dinamite no carro. Ele conseguiu os armamentos por meio de uma autorização de posse como caçador, atirador e colecionador (CAC).

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Washington passou a frequentar o acampamento montado no quartel-general do Exército, em Brasília, depois que Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi eleito. Ele ficou hospedado em um apartamento no Sudoeste, área nobre da capital federal.

Após ser detido, ainda em 24 de dezembro, o criminoso afirmou estar descontente com o resultado das eleições e que pretendia detonar os explosivos para chamar atenção para o movimento a favor do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

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Investigação dos atos extremistas no Congresso

A última reunião da CPMI ocorreu na terça (20), quando o ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF) Silvinei Vasques prestou depoimento — o primeiro a ser ouvido pelo grupo.

Vasques negou ter atrapalhado eleitores do Nordeste durante o segundo turno da eleição presidencial do ano passado e falou sobre a relação com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Ele se manifestou ainda sobre supostas omissões, ao ter permitido bloqueios em rodovias federais em protesto pelo resultado do segundo turno. O depoimento foi marcado por bate-boca e gritaria.

Explosão nas proximidades do aeroporto de Brasília

Nas primeiras horas de 24 de dezembro de 2022, as forças de segurança de Brasília foram acionadas, por meio de uma denúncia anônima, após câmeras de segurança do aeroporto flagrarem o motorista de um caminhão deixando uma caixa perto de um caminhão-tanque e indo embora.

A via principal de acesso ao aeroporto foi então bloqueada, em uma operação conjunta do Corpo de Bombeiros do DF, das polícias Militar e Civil da capital do país e da Polícia Federal, com agentes do esquadrão antibombas. As autoridades fizeram uma explosão controlada para desativar o explosivo.

As investigações da 8ª Vara Criminal de Brasília apontaram o envolvimento de três pessoas no atentado. Além de Washington, foi condenado Alan Diego dos Santos, que recebeu uma pena de cinco anos e quatro meses de prisão. Wellington Macedo de Souza continua foragido.

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