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Em live, Lula defende fechamento de todos os clubes de tiro esportivo do país

Presidente criticou donos dos estabelecimentos e disse que a flexibilização do acesso às armas 'agradou o crime organizado'

Brasília|Hellen Leite, do R7, em Brasília


Presidente criticou donos de estabelecimentos
Presidente criticou donos de estabelecimentos

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu em live, nesta terça-feira (25), o fechamento de todos os clubes de tiro esportivo do país. O chefe do Executivo ainda criticou os empresários donos dos estabelecimentos e disse que a flexibilização do acesso às armas, feita no governo de Jair Bolsonaro (PL), "agradou o crime organizado".

Na sexta (21), Lula assinou o novo decreto de armas, que prevê a redução no número de armamentos a que têm direito colecionadores, atiradores desportivos e caçadores (CACs), além de determinar que clubes de tiro não vão poder funcionar 24 horas por dia.

Eu já disse para o Flávio Dino que temos que fechar quase todos [os clubes de tiro]. Só deixar aberto os que são da Polícia Militar%2C Polícia Civil e Exército. Organização policial é que tem que ter lugar para treinar tiro%2C não a sociedade.

(Presidente Lula, no programa 'Conversa com o Presidente', em 25 de julho de 2023)

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Lula afirmou ainda que o brasileiro médio não quer comprar arma e que o crime organizado foi beneficiado com a flexibilização do acesso a armas e munições no governo anterior. As declarações ocorreram no programa semanal Conversa com o Presidente, com transmissão pelas redes sociais.

"Quem consegue comprar arma é o crime e gente que tem dinheiro. O pobre e trabalhador não está conseguindo comprar comida e material escolar. Como que as pessoas que trabalham vão comprar fuzil, rifle, pistolas? As pessoas querem comprar carne, cebola, óleo. As pessoas não querem violência", completou. 

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Ao longo da gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro, a indústria armamentista foi beneficiada por uma série de decretos que permitiram a atiradores, por exemplo, adquirir até 60 armas, 30 delas de uso restrito (como fuzis e metralhadoras) e 30 de uso não restrito (como pistolas e revólveres). Além disso, caçadores ficaram autorizados a registrar até 30 armas, 15 de uso restrito e 15 de uso não restrito.

Com o novo decreto, a quantidade de armas acessíveis a civis caiu de quatro armas de uso permitido para duas, com comprovação efetiva da necessidade. Além disso, a quantidade de munição também foi diminuída, de 200 munições por arma para 50 munições por arma por ano.

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Centrão

O presidente também disse que vê como "normal" que partidos do centrão queiram participar do governo, já que o grupo tem votado a favor das pautas governistas no Congresso. Lula admitiu que devem ocorrer mudanças na Esplanada dos Ministérios nas próximas semanas, mas criticou especulações e enfatizou que ele vai decidir quais cargos vai negociar.

Lula avaliou ainda que os acordos políticos são normais entre o Executivo e o Legislativo, e que servem para "melhor aprimorar o funcionamento do Brasil".

"É assim que a gente conversa e é normal que, se esses partidos que quiserem apoiar a gente, eles queiram participar do governo. Aí você tenta arrumar um lugar para colocar, para dar tranquilidade ao governo para as votações que nós precisamos para melhor aprimorar o funcionamento do Brasil. É exatamente isso que vai acontecer", afirmou.

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Em seguida, Lula disse que, apesar dos acordos, os partidos políticos não terão poder para escolher ministérios e que as indicações são prerrogativa do presidente da República.

"Não é o partido que quer vir para o governo que escolhe o ministério. Quem escolhe, indica e oferece o ministério é o presidente da República. Vamos fazer isso nos próximos dias. Mas ainda não conversei com ninguém. Quando eu conversar, terei interesse que a imprensa saiba, não tem conversa sigilosa", enfatizou.

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