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Ex-ajudante de Bolsonaro, Mauro Cid movimentou R$ 186 mil desde que foi preso, em maio

Relatório do Coaf mostra a movimentação de R$ 367 mil em contas do tenente-coronel de 8 de janeiro para cá

Brasília|Bruna Lima, do R7, em Brasília


Mauro Cid prestou seis depoimentos à PF
Mauro Cid prestou seis depoimentos à PF

O ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro (PL) tenente-coronel Mauro Cid teve R$ 186 mil movimentados em suas contas bancárias desde que foi preso pela Polícia Federal, em 3 de maio. As informações foram obtidas pelo R7 e fazem parte de relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) enviado à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga os atos extremistas do 8 de Janeiro. De 8 de janeiro para cá, a movimentação chegou a R$ 367 mil e, desde o início deste ano, a R$ 420 mil.

A CPMI já tem acesso ao sigilo telemático, bancário e de inteligência financeira do tenente-coronel. Mauro Cid é investigado por participação em um esquema de fraude em cartões de vacinação e em tentativa de golpe de Estado. O tenente-coronel do Exército também é investigado no caso das joias estrangeiras dadas a Jair e Michelle Bolsonaro e no caso dos atos extremistas de 8 de janeiro. Na Polícia Federal, ele já prestou pelo menos seis depoimentos.

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O último deles ocorreu nesta segunda-feira (28). Ele havia sido interrogado na última sexta (25), mas precisou ser ouvido pela corporação outra vez, porque o sistema da PF falhou e não registrou o depoimento.

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Cid foi ouvido no inquérito que investiga a conduta do hacker Walter Delgatti Neto na invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e na inserção de documentos falsos, entre eles alvarás de soltura, no Banco Nacional de Mandados de Prisão (BNMP).

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Em uma oitiva na CPMI do 8 de Janeiro, na última semana, Delgatti Neto afirmou que teria se encontrado com o ex-presidente Bolsonaro no Palácio do Planalto. Na ocasião, o então presidente teria determinado, "na presença de testemunhas", que o Ministério da Defesa investigasse a "suposta vulnerabilidade do sistema eleitoral" e teria pedido ao hacker que fraudasse uma urna com o objetivo de pôr em dúvida o processo das eleições.

Mauro Cid é ouvido porque, como ajudante de ordens de Bolsonaro, acompanhava o ex-presidente em praticamente todos os compromissos.

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Movimentações atípicas

No início de agosto, o Coaf identificou movimentações atípicas na conta bancária de Gabriela Santiago Ribeiro Cid, esposa de Mauro Cid. Ela é a segunda titular de três contas bancárias de Cid analisadas pelo Coaf entre janeiro e junho de 2023.

Ao todo, as transações feitas por ela chegam a um total de R$ 225.871,26. Somente via Pix, foram recebidos cerca de R$ 38,5 mil. Cadastros bancários mostram que Gabriela não tem renda e exerce a função "do lar".

No fim de julho, outro relatório do Coaf revelou que o ex-ajudante de ordens de Bolsonaro movimentou R$ 3,2 milhões entre julho de 2022 e janeiro de 2023. As transações foram registradas em uma unidade do Banco do Brasil em Goiânia, a cerca de 200 km de Brasília.

No documento do Coaf, constam movimentações que somaram R$ 3.252.616, feitas por Cid, de 26 de julho de 2022 a 25 de janeiro de 2023.

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