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Governo gastou quase R$ 1,7 milhão em operação para procurar foragidos de Mossoró

Valor inclui despesas com diárias, passagens, plano de saúde e manutenção e abastecimento de viaturas

Brasília|Augusto Fernandes, do R7, em Brasília

Força Nacional deixa as buscas neste sábado (30)
Força Nacional deixa as buscas neste sábado (30) Força Nacional deixa as buscas neste sábado (30) (José Cruz /Agência Brasil )

A força-tarefa do governo federal que atua nas buscas dos dois detentos que escaparam da penitenciária federal de segurança máxima de Mossoró (RN), em 14 de fevereiro, já custou aproximadamente R$ 1,7 milhão aos cofres públicos. O dinheiro foi usado em despesas como diárias, passagens, plano de saúde e manutenção e abastecimento de viaturas. Os dados foram obtidos pelo R7 via Lei de Acesso à Informação.

As informações disponibilizadas pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública mostram as despesas entre os dias 20 de fevereiro e 21 de março da Força Nacional de Segurança Pública, da Diretoria do Sistema Penitenciário Federal e da Coordenação-Geral de Operações Integradas e Combate ao Crime Organizado. De acordo com a pasta, nesse intervalo os órgãos gastaram R$ 1.682.709,54 com a operação que tenta localizar Deibson Cabral Nascimento e Rogério da Silva Mendonça. Esse valor pode ser ainda maior, pois não inclui as despesas da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal, que também atuam nas buscas.

A maior parte dos gastos foi da Força Nacional. O governo enviou 500 agentes do órgão para Mossoró, e só com diárias gastou R$ 1.026.188,75. Além disso, até 15 de março, foram pagos R$ 115.446,02 em serviços de manutenção e abastecimento das viaturas empregadas na operação. Por fim, até 18 de março, a Força Nacional teve uma despesa de R$ 103.914,44 com o plano de saúde dos agentes que participam da missão.

A Força Nacional informou que outros itens, como kits para uso dos policiais, materiais bélicos e químicos, rádios portáteis, impressoras e viaturas, não foram computados como custos da operação. De acordo com o órgão, “uma vez que embora utilizados na Operação Mossoró/RN, integram o acervo permanente da Força Nacional e a ele voltará após o término da operação”.

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A segunda maior despesa até aqui foi da Diretoria do Sistema Penitenciário Federal, que desde o início da operação gastou R$ 125.233,80 em passagens e R$ 252.506,43 em diárias com um efetivo de 32 agentes. O órgão ainda pagou R$ 51.328,30 com o abastecimento dos veículos usados pelos servidores.

A Coordenação-Geral de Operações Integradas e Combate ao Crime Organizado autorizou o deslocamento de um servidor para auxiliar na captura dos foragidos. O órgão teve um gasto de R$ 5.611,80 com passagens aéreas e de R$ 2.480 com as diárias do servidor, que ficou em Mossoró de 22 a 29 de fevereiro.

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Na resposta do Ministério da Justiça e Segurança Pública enviada ao R7, a Diretoria de Inteligência Penitenciária foi o único órgão que não detalhou os gastos decorrentes da operação. A diretoria informou que “todas as questões levantadas estão atualmente sob apuração pelas autoridades competentes, e aguarda-se o desfecho das mesmas para fornecer respostas conclusivas”.

“Em virtude das diligências em curso, com o intuito de preservar a eficácia das operações em andamento, solicita-se a compreensão de que todas as informações podem ser requisitadas após a conclusão do caso. Assim que os relatórios forem finalizados, teremos o prazer de fornecer os esclarecimentos necessários”, explicou o órgão.

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Força Nacional será desmobilizada

Os agentes da Força Nacional que foram enviados a Mossoró para ajudar nas buscas dos fugitivos deixarão a força-tarefa nesta sexta-feira (29). Em 20 de março, o Ministério da Justiça e Segurança Pública havia prorrogado a presença da Força até esta sexta, mas o secretário nacional de Políticas Penais, André Garcia, informou que não vai prorrogar o prazo de permanência dos agentes mais uma vez.

"O que está sendo planejado é uma mudança de estratégia. Mantendo as forças locais fazendo os trabalhos de execução de buscas e ao mesmo tempo intensificando as investigações. Porque nós acreditamos que vamos, com as investigações, com o trabalho de inteligência policial, realizar a recaptura dos dois", afirmou Garcia ao JR Entrevista.

Os fugitivos Deibson Cabral Nascimento e Rogerio da Silva Mendonça são suspeitos de ter ligações com a facção Comando Vermelho, no Acre, estado em que o grupo domina as operações criminosas e onde a dupla estava presa até setembro do ano passado. Eles já foram vistos em diversas ocasiões desde a fuga. No entanto, os investigadores ainda não conseguiram capturá-los.

Ao menos 600 agentes chegaram a atuar na procura dos detentos. Os investigadores concentram as buscas entre Mossoró e Baraúna, cidades separadas por uma distância de cerca de 35 km. A Polícia Federal passou a oferecer uma recompensa de R$ 30 mil por informações que levem à captura dos foragidos.

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