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Governo reduz estimativa de alta do PIB em 2023, de 2,1% para 1,61%

Segundo o Ministério da Fazenda, a revisão ocorreu por efeitos da política monetária sobre a economia

Brasília|Augusto Fernandes, do R7, em Brasília

Sede do Ministério da Fazenda, na Esplanada dos Ministérios
Sede do Ministério da Fazenda, na Esplanada dos Ministérios Sede do Ministério da Fazenda, na Esplanada dos Ministérios

O governo federal anunciou nesta sexta-feira (17) uma redução na estimativa de crescimento do PIB brasileiro para 2023. A projeção, que era de alta de 2,10%, baixou para 1,61%. Os números foram divulgados pela Secretaria de Política Econômica, do Ministério da Fazenda

Segundo a pasta, "a redução levou em consideração os indicadores econômicos divulgados desde a última grade, que seguiram mostrando arrefecimento na margem, e os efeitos defasados mais intensos da política monetária sobre a atividade e mercado de crédito do que o anteriormente projetado".

A Fazenda disse ainda que "as perspectivas de liquidez reduzida nos Estados Unidos e em outras economias também colaboraram para a revisão da projeção anterior".

A previsão anterior tinha sido feita em novembro de 2022, durante a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Segundo o Ministério da Fazenda, a estimativa "minimizava os efeitos contracionistas da política monetária sobre o ciclo econômico e sobre o mercado de crédito".

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"Esses efeitos já foram parcialmente verificados durante o último trimestre de 2022, quando a economia teve retração de 0,2% na margem e as concessões de crédito passaram a desacelerar de maneira mais acentuada", destacou a pasta.

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Outra projeção alterada pela Fazenda foi a da inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). O ministério revisou o indicador anterior, que era de 4,6%, para 5,31%. De acordo com a pasta, "a revisão incorpora um cenário mais realista para os preços de bens e serviços monitorados, com reajustes influenciados pela inflação passada”, como tarifas de energia elétrica, produtos farmacêuticos e plano de saúde.

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O governo informou que, nessa revisão, a recente reoneração da gasolina está sendo considerada. “Apesar de a medida provocar uma pequena elevação dos preços do combustível na bomba no curto prazo, auxilia o equilíbrio fiscal, contribuindo para redução estrutural da inflação, além de trazer benefícios para o meio ambiente."

Na avaliação do ministério, as novas projeções para o PIB e a inflação "estão mais compatíveis com os resultados de modelos semiestruturais e com as expectativas de mercado".

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