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Grupo de 19 bancos lança Coalizão Verde, com R$ 4,5 bilhões para a região amazônica

Entre as iniciativas estão o apoio financeiro para as micro, pequenas e médias empresas e o fomento à conectividade

Brasília|Plínio Aguiar, do R7, em Brasília


O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante
O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante

Um grupo formado por 19 bancos firmou acordo, nesta segunda-feira (7), para oferecer R$ 4,5 bilhões em financiamento de iniciativas sustentáveis na região amazônica. O pacto foi chamado de Coalizão Verde e ocorreu na Cúpula da Amazônia, em Belém (PA). Estão entre as instituições, o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

As principais áreas de trabalho incluem melhorar a renda, o emprego, a segurança, o saneamento, a saúde e a educação; habilitar conectividade, infraestrutura verde e transição energética; promover a conservação e restauração do bioma; apoiar as micro, pequenas e médias empresas, e melhorar as capacidades institucionais e digitalização dos serviços públicos.

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Entre os objetivos da Coalizão Verde, estão:

• Apoiar financeiramente projetos públicos e privados que permitam alternativas econômicas sustentáveis, inclusivas e positivas para o clima, visando a criação de oportunidades de emprego, especialmente para famílias de baixa renda;

• Projetar soluções financeiras inovadoras combinando recursos públicos e privados para mitigar riscos (incluindo, sem limitação, abordagens de financiamento combinado, cofinanciamento e garantias) de modo a aumentar significativamente os investimentos do setor privado na região;

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• Impulsionar a cooperação técnica para gerar uma canalização robusta de projetos, aumentar as capacidades locais e consolidar um novo modelo de desenvolvimento sustentável para a região amazônica.

"É um dia marcante para unir forças com o BID e os Bancos de Desenvolvimento da região amazônica, do Brasil e do exterior, para lançar esta tão esperada Coalizão Verde. Por meio da troca de experiências, com uma perspectiva abrangente e multilateral, a iniciativa promoverá a parceria entre os setores público e privado para fomentar renda, geração de emprego e infraestrutura para a Amazônia", disse o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.

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Cúpula da Amazônia

A Cúpula da Amazônia ocorrerá nesta terça (8) e quarta-feira (9), em Belém (PA). O evento vai reunir os oito chefes de Estado cujo território abriga parte da maior floresta tropical do mundo: Brasil, Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana, Peru, Suriname e Venezuela. De iniciativa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a agenda tem o objetivo de fortalecer a cooperação entre os países amazônicos, além de definir um posicionamento comum pelo desenvolvimento de Estados que detêm reservas florestais.

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O Brasil elaborou uma minuta de declaração, que foi submetida a vários órgãos do governo. "A partir daí, passamos [o documento] para os outros sete países [amazônicos] e a minuta foi supermodificada, porque agora a minuta é dos oito [países]", completou a secretária de América Latina e Caribe, do Ministério das Relações Exteriores, Gisela Padovan. A declaração dos Estados amazônicos vai receber o nome de Declaração de Belém.

A reportagem apurou que o documento deve abordar uma nova agenda comum de cooperação regional em favor do desenvolvimento sustentável da Amazônia, que concilie proteção do bioma e da bacia hidrográfica; inclusão social; fomento à ciência; tecnologia e inovação; estímulo à economia local; e valorização dos povos indígenas e de comunidades locais e tradicionais e seus conhecimentos ancestrais.

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