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Joaquim Barbosa rebate deputado que criticou Bahia: 'Instrua-se e eduque-se'

Ex-presidente do STF defendeu o estado após Mauricio Marcon ter compartilhado vídeo em que diz que local 'é sujo' e 'é um Haiti'

Brasília|Do R7


Joaquim Barbosa foi presidente do Supremo Tribunal Federal entre 2012 e 2014
Joaquim Barbosa foi presidente do Supremo Tribunal Federal entre 2012 e 2014

Joaquim Barbosa, ministro aposentado e ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), rebateu os ataques do deputado federal Mauricio Marcon (Podemos-RS) contra a Bahia e o povo nordestino. O parlamentar, em transmissão ao vivo nas redes sociais, afirmou que o estado baiano é "sujo" e tem "tudo pichado".

Em resposta ao deputado, Barbosa, também pelas redes sociais, defendeu a Bahia e sugeriu que Marcon conheça melhor a região. "Instrua-se, eduque-se, retenha essa baba ofídico-peçonhenta que emana da tua boca, seiva da violência que grassa em nosso país. Conheça direito a Bahia, o seu peso histórico, a sua estupenda arte, as suas magníficas igrejas, i.e., a sua gigantesca e decisiva contribuição para a formação da nacionalidade brasileira", escreveu o ex-ministro.

Barbosa sugeriu, ainda, uma reflexão ao deputado federal. "Há na Bahia milhares de gaúchos que foram visitar e por lá ficaram. Idem no Rio. Explique: por que existe certa 'diáspora gaúcha' em vários estados, sobretudo no Norte e Centro-Oeste?", provocou.

As ofensas foram proferidas por Marcon na segunda-feira (6). Ao lado da esposa, Patrícia Marcon, ele diminuiu os eleitores nordestinos. "A gente esteve lá na Bahia. É um Haiti, não tem explicação, é uma pobreza, tudo pichado, sujo, e é uma área turística. A gente fica imaginando onde não é. A vida é muito diferente", afirmou.

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"O público do Sul e Sudeste se importa demais [com a política]. Me cobra. Isso é ótimo. No Nordeste, isso não existe, até pela pobreza", declarou o deputado.

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Em nota enviada a alguns veículos da imprensa, o deputado tentou se justificar a respeito da comparação entre Bahia e Haiti com o argumento de que "a política desastrosa de governos populistas" atrapalhou os dois locais.

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