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Lula chama reconhecimento da Palestina como Estado por países europeus de ‘decisão histórica’

Espanha, Irlanda e Noruega anunciaram que vão reconhecer Estado Palestino como nação independente

Brasília|Ana Isabel Mansur, do R7, em Brasília

Presidente elogiou decisão de países (Ricardo Stuckert/Presidência da República - 23.5.2024)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva elogiou nesta quinta-feira (23) a decisão de Espanha, Irlanda e Noruega de reconhecer o Estado Palestino. Pelas redes sociais, o petista chamou a determinação de “histórica”, com potencial de reafirmar os esforços pela paz no Oriente Médio, em meio aos conflitos entre Israel e o grupo terrorista Hamas, em vigor desde outubro do ano passado. Ao menos 143 países já consideram a Palestina como Estado independente, ato feito em 2010 pelo Brasil, o primeiro país latino-americano a adotar a postura.

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“A decisão conjunta de Espanha, Noruega e Irlanda de reconhecer a Palestina como um Estado é histórica por duas razões. Faz justiça em relação ao pleito de um todo um povo, reconhecido por mais de 140 países, por seu direito à autodeterminação. Além disso, essa decisão terá efeito positivo em apoio aos esforços por uma paz e estabilidade na região. Isso só ocorrerá quando for garantida a existência de um Estado Palestino independente”, escreveu Lula.

O anúncio do reconhecimento formal será feito pelos países europeus na próxima terça-feira (28). Entre as nações que não reconhecem a Palestina como Estado independente, estão Estados Unidos, Canadá, Austrália e boa parte da União Europeia, como França, Alemanha e Itália. Apenas a Noruega, dos três países que decidiram reconhecer a Palestina, não faz parte da União Europeia.

O chefe de governo da Irlanda, Simon Harris, afirmou que a decisão reforça a importância da solução de dois Estados para pacificar os conflitos no Oriente Médio entre árabes e israelenses. “A Irlanda reconhece a Palestina como uma nação entre as nações, com todos os direitos e responsabilidades que isso implica. A Irlanda reconhece, há muitas décadas, o Estado de Israel e o seu direito de existir em paz e segurança. Esperávamos reconhecer a Palestina como parte de um acordo de paz de dois Estados, mas, em vez disso, reconhecemos a Palestina para manter viva a esperança dessa solução. O sonho da Irlanda é que as crianças israelenses e palestinianas de 28 de maio de 2024 [data do anúncio oficial de reconhecimento] cresçam e se tornem vizinhos em paz. Tanto o povo palestiniano como o israelense são inerentemente gentis e decentes. A única maneira de acabar com a guerra e a morte é explorar essas qualidades em ambas as nações. Queremos agradecer e temos a honra de reconhecer a Palestina ao mesmo tempo que os nossos amigos da Espanha e da Noruega. Esperamos que outros façam o mesmo na próxima onda”, desejou.

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Na mesma linha, o primeiro-ministro norueguês, Jonas Gahr Store, elogiou a decisão. “No meio de uma guerra, com dezenas de milhares de mortos e feridos, devemos manter viva a única alternativa que oferece uma solução política tanto para israelenses como para palestinos: dois Estados, vivendo lado a lado, em paz e segurança”, destacou.

Reação

A escolha levou o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, a retirar os embaixadores israelenses dos países. O governo dele se opõe ao reconhecimento e acredita que o ato representa uma recompensa ao ataque do grupo terrorista Hamas do ano passado.


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