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Lula sugere ‘relaxamento’ em fuga de Mossoró: ‘Queremos saber como cavaram um buraco e ninguém viu’

Presidente elogia atuação de Lewandowski no caso e evita falar de doação à agência da ONU acusada de ajudar terroristas do Hamas

Brasília|Do R7, com Reuters

Lula evitou comentar sobre morte de rival de Putin
Lula evitou comentar sobre morte de rival de Putin Lula evitou comentar sobre morte de rival de Putin (Ricardo Stuckert/Presidência da República – 18.02.2024)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse, neste domingo (18), na Etiópia, que a fuga de dois detentos do presídio federal de segurança máxima de Mossoró (RN), na última quarta-feira (14), pode ter ocorrido com “relaxamento” de servidores e que o governo precisar saber de quem.

“Queremos saber como estes cidadãos cavaram um buraco e ninguém viu”, disse o presidente, que acrescentou que o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, foi a “primeira pessoa” a afirmar que seria feita uma sindicância para apurar a possível participação de funcionário do presídio.

Dupla é procurada por agentes federais e estaduais nos arredores de Mossoró (RN)
Dupla é procurada por agentes federais e estaduais nos arredores de Mossoró (RN) Dupla é procurada por agentes federais e estaduais nos arredores de Mossoró (RN) (Divulgação/Secretaria Nacional de Políticas Penais)

A declaração de Lula foi feita em entrevista coletiva após participar da 37ª Cúpula de Chefes de Estado e Governo da União Africana, em Adis Adeba, capital etíope.

Na ocasião, Lula também falou do conflito entre Israel e terroristas do Hamas e comparou a ação do exército israelense na Faixa de Gaza com a atuação do governo nazista de Adolf Hitler contra os judeus.

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O presidente foi questionado sobre a intenção do Brasil de elevar as contribuições para a Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados Palestinos (UNRWA, na sigla em inglês), o que motivou duras críticas de políticos e especialistas.

Ligada à Organização das Nações Unidas (ONU), a agência enfrenta críticas e cortes de doações de países aliados de Israel, como os Estados Unidos, após denúncias de que funcionários teriam participado dos ataques do Hamas a cidadãos israelenses em 7 de outubro.

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Segundo Lula, ainda não há definição sobre a quantia que será enviada pelo Brasil à UNRWA. Ao mesmo tempo, o presidente voltou a condenar a atuação de Israel na Faixa de Gaza na guerra contra o Hamas.

“O que está acontecendo na Faixa de Gaza, com o povo palestino, não existiu em nenhum outro momento histórico. Aliás, existiu quando Hitler decidiu matar os judeus”, afirmou Lula. O presidente também declarou que “o Brasil continua solidário ao povo palestino”.

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“O Brasil condenou o Hamas, mas não pode deixar de condenar o que o Exército de Israel está fazendo na Faixa de Gaza”, acrescentou, em outro momento da resposta.

Morte de opositor de Putin

No momento, Lula evitou se manifestar sobre a morte do líder opositor ao governo russo, Alexei Navalny, que teria desmaiado antes do óbito numa prisão do Ártico na sexta-feira (16), após uma caminhada, conforme a versão oficial.

“Se a morte está sob suspeita, temos que primeiro fazer uma investigação para saber do que o cidadão morreu”, afirmou Lula. “O cidadão morreu numa prisão... não sei se ele estava doente, se tinha algum problema”, acrescentou.

Lula afirmou que condenar a morte de Navalny sem uma investigação seria “banalizar" uma acusação. “Eu até compreendo os interesses de quem acuse”, acrescentou, sem se aprofundar na questão.

Países como Estados Unidos, Alemanha, França e Reino Unido condenaram a morte do opositor russo, enquanto a China — próxima ao governo Putin — se recusou a comentar até o momento.

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