Logo R7.com
Logo do PlayPlus
R7 Brasília
Publicidade

Mulheres ocupam 34% de cargos de alta liderança no setor público

Número cresceu 17% nos primeiros quatro meses de 2023; governo trabalha para aumentar a presença feminina e combater o assédio

Brasília|Do R7, com informações da Agência Brasil


Presença de mulheres em cargos de liderança passou de 29% para 34%
Presença de mulheres em cargos de liderança passou de 29% para 34%

A participação de mulheres em cargos de alta liderança na administração pública federal aumentou de 29%, em dezembro de 2022, para 34%, em abril de 2023, o que representa crescimento de 17% em quatro meses. 

De acordo com o Observatório de Pessoal do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, em abril de 2019 o percentual era ainda menor, 26%. Os dados foram anunciados em uma rede social pela ministra Esther Dweck.

Compartilhe esta notícia no WhatsApp

Compartilhe esta notícia no Telegram

Publicidade

A ministra destacou que há aumento de participação tanto na comparação com o último mês do governo passado quanto na comparação com o mesmo mês do primeiro ano da gestão passada.

Segundo Esther Dweck, o aumento se deve ao estímulo à ampliação do acesso e, sobretudo, à permanência de lideranças femininas na alta gestão pública, para que representem com mais fidelidade a população brasileira. 

Publicidade

Os cargos de alta liderança no setor público federal dizem respeito a postos como coordenação, assessoria, diretoria, superintendência, secretaria executiva e ministérios. Nesses postos, a remuneração das funções e dos cargos comissionados executivos varia de R$ 11.306,90 a R$ 18.469,94.

Ações antiviolência

A assessora de Participação Social e Diversidade do Ministério da Gestão, Daniela Gorayeb, ressaltou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, desde o período de atuação do Gabinete de Transição, sinalizou o empoderamento feminino, quando nomeou 11 ministras de Estado.

Publicidade

Daniela cita ainda a criação dos ministérios das Mulheres e da Igualdade Racial e das secretarias nacionais dos Direitos de LGBTQIA+ e Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência, ambas do Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania, como avanços para diminuir desigualdades de gênero.

Para Daniela, isso valoriza a representatividade feminina. “A representatividade tem efeito simbólico e concreto. A presença dessas pessoas, que têm condição de representar as diversas demandas, direcionam os espaços futuros, inovam as políticas públicas e vão estar mais alinhadas e mais próximas das demandas reais da sociedade.”

Leia também

O governo federal adotou, também, ações de combate à violência de gênero, como a criação de grupo de trabalho para a elaboração de uma política de enfrentamento do assédio moral e sexual e discriminação na administração pública, sob coordenação do Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos.

E, para tornar os ambientes seguros para as mulheres exercerem plenamente suas atividades, a Controladoria-Geral da União (GCU) publicou o Guia Lilás, com orientações para prevenção e tratamento do assédio moral e sexual e da discriminação no governo federal, além de protocolo para denunciar a ocorrência de casos desse tipo.

Outra medida foi o lançamento, em abril, do Observatório de Pessoal do governo federal, ferramenta que pode ser acessada por qualquer cidadão para monitorar e comparar as presenças masculina e feminina em cargos de alta e média lideranças, o perfil dos ocupantes (idade, estado civil e escolaridade), o número de pessoas com deficiência e de mulheres negras e indígenas na liderança pública, além de dados estatísticos e informações sobre tabelas de remuneração dos servidores.

Para capacitar lideranças femininas e ampliar o número de altas gestoras na administração pública federal, a Escola Nacional de Administração Pública (Enap) também disponibiliza cursos de formação.

Barreiras e desafios

Daniela destaca que a discriminação e a violência contra mulheres são estruturais na sociedade brasileira, e não restritas à administração pública federal. “Somos, lamentavelmente, inaceitavelmente, desqualificadas e inferiorizadas na nossa forma de atuação por sermos mulheres. É uma tentativa recorrente de descrédito da nossa capacidade de trabalho.” Entre as sequelas, ela aponta o assédio e qualquer outra forma de discriminação, que “minam a segurança, minam a autoestima e podem, inclusive, adoecer as mulheres”.

Como resposta para garantir mudanças efetivas, ela defende os incentivos do governo federal que ampliam a entrada das mulheres na alta gestão pública e os canais de bloqueio ao assédio, discriminações e outras violências ao feminino.

Em paralelo às ações do governo, Daniela cita a associação entre os movimentos sociais e os Três Poderes para mudanças concretas. “Para que a gente avance, não mais só como uma sensibilização da sociedade, mas com ações concretas em direção à equidade.”

Últimas

Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.