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Paes de Andrade deve se tornar presidente da Petrobras nesta terça

Ele foi escolhido no fim de maio para comandar a estatal no lugar de José Mauro Ferreira Coelho, que renunciou ao posto

Brasília|Carlos Eduardo Bafutto e Plínio Aguiar, do R7, em Brasília

Sede da Petrobras, no Rio de Janeiro (RJ)
Sede da Petrobras, no Rio de Janeiro (RJ) Sede da Petrobras, no Rio de Janeiro (RJ)

Após ser aprovado pelo Conselho de Administração da Petrobras, Caio Paes de Andrade deve tomar posse nesta terça-feira (28) como presidente da empresa. Na reunião do conselho, na segunda-feira, o executivo teve sete votos favoráveis ao seu nome e três contrários. Ele será o quarto presidente da estatal na gestão de Jair Bolsonaro. Antes dele, comandaram a empresa José Mauro Ferreira Coelho, Joaquim Silva e Luna e Roberto Castello Branco.

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Paes de Andrade foi escolhido no fim de maio para comandar a Petrobras no lugar de José Mauro Ferreira Coelho, que renunciou ao posto. O presidente interino, Fernando Borges, diretor-executivo de Exploração e Produção, foi escolhido pelo Conselho de Administração após a saída de Coelho para comandar a empresa até a nomeação do novo presidente.

A Associação Nacional dos Petroleiros Acionistas Minoritários da Petrobras acionou, na segunda-feira (27), a CVM (Comissão de Valores Mobiliários), autarquia vinculada ao Ministério da Economia, contra a indicação de Caio Paes de Andrade para a presidência da estatal. 

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Segundo a associação, a indicação de Paes de Andrade fere dois requisitos previstos no ordenamento jurídico da Petrobras: experiência profissional e formação acadêmica. "O senhor Andrade não possui notório conhecimento na área, além de ser formado em comunicação social, sem experiência no setor de petróleo e energia", dizem os minoritários na ação.

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Paes de Andrade é formado em comunicação social pela Universidade Paulista, pós-graduado em administração e gestão pela Universidade Harvard e mestre em administração de empresas pela Universidade Duke.

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Na ação, os petroleiros apontam eventuais atos lesivos ao patrimônio da empresa e aos interesses de seus acionistas e argumentam com base na Lei das Estatais. Os minoritários citam o artigo 17, que estabelece que, para assumir a chefia da estatal, o profissional deve ter experiência de dez anos no setor público ou privado na área de atuação da empresa pública ou da sociedade de economista mista e ter formação acadêmica compatível com o cargo.

A associação pediu a instauração de um processo administrativo para analisar a nomeação de Paes de Andrade e apurar eventuais irregularidades. Os petroleiros pedem ainda que sejam adotadas medidas, inclusive cautelares, no sentido de obstar a continuidade das ações na estatal.

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