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PF apura desvios em obra da Arena Castelão; Ciro e Cid são alvos

Pagamento irregular seria para favorecer empresa na reforma da Arena Castelão, uma das 12 sedes da Copa do Mundo de 2014

Brasília|Lucas Nanini e Renato Souza, do R7, em Brasília

Arena Castelão, em Fortaleza; reforma é alvo de investigação da PF
Arena Castelão, em Fortaleza; reforma é alvo de investigação da PF Arena Castelão, em Fortaleza; reforma é alvo de investigação da PF

A Polícia Federal realiza na manhã desta quarta-feira (15) uma operação para apurar um suposto pagamento de propina no processo de licitação para as obras da Arena Castelão, em Fortaleza. O ex-ministro Ciro Gomes e o senador Cid Gomes estão entre os alvos da investigação.

Segundo a PF, há indício de pagamento indevido de R$ 11 milhões para favorecer a empresa responsável pela reforma, ampliação, adequação, operação e manutenção do estádio. A suposta exigência de propina e o pagamento a agentes públicos teriam ocorrido entre os anos de 2010 e 2013. A arena foi uma das 12 sedes da Copa do Mundo de 2014, realizada no Brasil.

Os policiais cumprem 14 mandados de busca e apreensão em endereços de Fortaleza, Meruoca e Juazeiro do Norte, no Ceará, em São Paulo, Belo Horizonte, em Minas Gerais, e em São Luís, no Maranhão. Segundo a PF, 80 agentes buscam mídias digitais, celulares e documentos. A determinação foi da 32ª Vara da Justiça Federal.

Segundo a PF, as propinas teriam sido pagas “diretamente em dinheiro ou disfarçadas de doações eleitorais, com emissões de notas fiscais fraudulentas por empresas-fantasmas”. As investigações começaram em 2017.

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A PF informou que a corporação vai analisar o material apreendido e avaliar o fluxo financeiro dos suspeitos. Os investigados poderão responder pelos crimes de lavagem de dinheiro, fraudes em licitações, associação criminosa, corrupção ativa e passiva.

As investigações apontam que empresários da Galvão Engenharia realizaram pagamentos sistemáticos de propinas, às vezes disfarçadas de doações eleitorais, ao então governador do Ceará, CID Gomes, e a seus irmãos Ciro Gomes e Lúcio Ferreira Gomes. A medida era uma forma de viabilizar ou agilizar pagamentos por obras e serviços de engenharia contratados pelo governo do Ceará com a empresa. A licitação para a reforma do estádio do Castelão foi vencido pelo Consórcio Galvão-Serveng-BWA, formado pelas empresas Galvão Engenharia, Serveng Civilsan e BWA Tecnologia de Informação.

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O R7 procurou a Galvão Engenharia para se pronunciar sobre as investigações, mas não recebeu resposta até a última atualização desta reportagem. O espaço permanece aberto para que a empresa se manifeste.

Ciro e Cid Gomes, alvos de investigação da PF sobre suposta propina em obra no Castelão
Ciro e Cid Gomes, alvos de investigação da PF sobre suposta propina em obra no Castelão Ciro e Cid Gomes, alvos de investigação da PF sobre suposta propina em obra no Castelão

Em seu Facebook, o ex-ministro Ciro Gomes afirmou que não tem nenhuma ligação com “os supostos fatos apurados”. “Não exerci nenhum cargo público relacionado com eles. Nunca mantive nenhum tipo de contato com os delatores. O que, aliás, o próprio delator reconhece quando diz que nunca me encontrou.”

Segundo Ciro, a obra na Arena Castelão foi a que teve a maior concorrência, mas a primeira a ser concluída e é “o [estádio] mais barato construído para copas do mundo desde 2002. Ou seja, foi o estádio mais econômico e transparente já feito para a Copa do Mundo”.

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