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Senado pode ter mais uma CPI da Covid-19 mirando o governo federal

Senadores colhem assinaturas para requerer a abertura de novos trabalhos com foco no período a partir de novembro de 2021

Brasília|Bruna Lima, do R7, em Brasília


Pedido para a instalação de uma nova CPI da Pandemia circula nos corredores do Senado
Pedido para a instalação de uma nova CPI da Pandemia circula nos corredores do Senado

O Senado Federal poderá ser, mais uma vez, o local de discussão das condutas do governo federal frente à pandemia da Covid-19. Um novo requerimento de abertura de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Pandemia circula nos corredores da Casa e está na fase de coleta de assinaturas. Desta vez, o foco é investigar ações e omissões a partir de novembro de 2021.

Os parlamentares querem tratar de assuntos que ocorreram após o fechamento dos trabalhos da primeira CPI da Covid. Entre os tópicos estão o "atraso e insuficiência na vacinação infantil; insuficiência de provisão para doses de reforço em 2022; ataques do Presidente da República aos técnicos da Anvisa e à vacinação da população adulta e infantil; a insuficiência da política de testagem; e o apagão de dados do Ministério da Saúde com as suas consequências no correto monitoramento da evolução da pandemia". 

Assim como na edição anterior, o requerimento é uma iniciativa do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP). Para que seja criada, a CPI necessita das assinaturas de pelo menos 27 senadores, ou seja, um terço da Casa. Até a última atualização, o gabinete de Randolfe ainda contabilizava as adesões neste primeiro dia de coletas. 

Na justificativa, Randolfe recaptula a CPI da Covid, instalada em abril de 2021, alegando que ela respondeu às demandas relativas às primeiras ondas da pandemia. "A comissão desvendou os caminhos tortuosos que nos levaram a essa situação catastrófica", pontuou, afirmando que os trabalhos revelaram provas das "omissões e ações deliberadas em torno de uma falsa imunidade de rebanho, com a promoção de tratamentos ineficazes e boicotes às medidas não farmacológicas". "Isso tudo apoiado por uma extensa rede de fake news alimentada por autoridades públicas."

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Agora, o novo requerimento se concentra em acontecimentos recentes, como a polêmica envolvendo a inclusão da vacinação de crianças no PNO (Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra Covid-19). "Os ataques à vacinação voltaram a fazer parte do cotidiano dos pronunciamentos presidenciais. A nova fronteira do absurdo tem sido o boicote do presidente à vacinação das crianças", sustenta o requerimento. 

O pedido contextualiza o novo aumento de casos da Covid-19, com o surgimento da variante Ômicron. "Apesar da importância do tema, vê-se uma inércia do Governo Federal na sua condução, o que também coaduna com a postura negacionista do Presidente da República", sustenta o texto, alegando que há um "recrudescimento negacionista no enfrentamento da pandemia". 

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