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Taxa de transplante de fígado no DF é quase quatro vezes maior que a média nacional

Capital teve 43,3 cirurgias para cada 1 milhão de pessoas enquanto a média nacional é de 11,6 procedimentos

Brasília|Iasmim Albuquerque*, do R7, em Brasília


Em 2023, DF bateu recorde de cirurgias de fígado (Davidyson Damasceno/Ascom IgesDF/Davidyson Damasceno/IgesDF)

O Distrito Federal realizou 121 transplantes de fígado em 2023. A marcar resultou em uma média de 43,3 cirurgias por milhão de habitantes. O número é quase quatro vezes maior que a taxa nacional de 11,6 procedimentos por milhão de pessoas. A capital também bateu recorde nos transplantes de rim, coração e medula óssea, com 543 cirurgias realizadas no ano passado.

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Em 2021, foram 100 procedimentos e, no ano seguinte, outros 108. Com o registro de 2023, ao todo, a capital federal realizou 329 cirurgias em três anos.

O processo da cirurgia envolve diversas etapas desde a identificação de potenciais doadores até o acompanhamento pós-transplante. Entre os hospitais públicos preparados para realizar esses procedimentos estão o HBDF (Hospital de Base do Distrito Federal) e o ICDF (Instituto de Cardiologia do Distrito Federal).

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Como funciona a doação

A diretora da Central Estadual de Transplantes da Secretaria de Saúde do DF, Gabriella Christmann, explica que normalmente, os doadores são pacientes que sofreram morte encefálica em UTIs (unidades de terapia intensiva). Para doar o órgão, é necessário ter a confirmação do óbito e o consentimento da família.

Em relação a distribuição dos órgãos, a prioridade é dada com base em fatores como compatibilidade sanguínea e tecidual, gravidade da doença do receptor, tempo em lista de espera e urgência do caso. Quando o órgão é designado para um paciente, ele é convocado, imediatamente, para o hospital para a realização da cirurgia.

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De acordo com a Central Estadual de Transplantes do DF, 50% dos familiares se negaram a doar órgãos e tecidos de parentes falecidos no ano passado. “A gente precisa que as pessoas se sensibilizem, porque necessitamos 100% da população para dar uma nova chance de vida para esse paciente”, afirmou Gabriela.

Fila de espera

As pessoas que necessitam de um transplante podem ser identificadas por qualquer ambulatório após ter a comprovação de exames ou consultas. Com a confirmação, o profissional encaminhará a solicitação para a Central Estadual de Transplante para a inscrição na lista de espera. Até o momento, 25 pessoas estão esperando pelo transplante do órgão, disse a diretora.

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*Sob supervisão de Fausto Carneiro


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