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TSE julga nesta quinta ação que pode tornar Bolsonaro inelegível

Ação, que corre em sigilo na corte, apura a conduta de Bolsonaro durante a reunião com embaixadores no Palácio da Alvorada

Brasília|Gabriela Coelho, do R7, em Brasília


Ação apura a conduta de Bolsonaro na reunião com embaixadores
Ação apura a conduta de Bolsonaro na reunião com embaixadores

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) começa a julgar nesta quinta-feira (22) a ação que pode tornar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) inelegível. Como o julgamento deve se estender por mais de um dia, a corte também reservou outras duas sessões para dar continuidade à análise do caso, nos dias 27 e 29 deste mês. Se a decisão do tribunal for pela inelegibilidade do ex-presidente, Bolsonaro pode ser impedido de participar de eleições até 2030.

A ação, que corre em sigilo, apura a conduta de Bolsonaro durante a reunião com embaixadores no Palácio da Alvorada, ocorrida em julho de 2022, quando o então presidente criticou o sistema eleitoral brasileiro, levantou suspeitas sobre as urnas eletrônicas, sem apresentar provas, e atacou ministros do TSE e do STF (Supremo Tribunal Federal). 

O Ministério Público Eleitoral (MPE) já defendeu a inelegibilidade de Bolsonaro pela conduta dele no encontro com os diplomatas. Segundo o órgão, o discurso de desconfiança sobre as eleições feito pelo ex-presidente foi capaz de afetar a convicção de parte da população brasileira sobre a legitimidade do resultado das urnas.

Para o MPE, há indícios de abuso de poder político, abuso de autoridade, desvio de finalidade e uso indevido dos meios de comunicação por parte do ex-presidente Bolsonaro.

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O general Walter Braga Netto, que foi candidato a vice na chapa de Bolsonaro nas eleições de 2022, também é alvo da ação. No entanto, o MPE defende a absolvição de Braga Netto, por entender que ele não participou dos fatos investigados na ação. O órgão é a favor de que apenas o ex-presidente fique inelegível.

Julgamento

O caso será julgado no plenário do TSE. O julgamento começará com o relator, Benedito Gonçalves, que fará o relatório do caso. Depois o PDT, autor da ação, se manifestará por até 15 minutos, seguido pelas defesas de Bolsonaro e de Braga Netto, que terão 30 minutos para se pronunciar. 

Em seguida, o Ministério Público Eleitoral apresentará o parecer e, no final, o relator dará seu voto. Na sequência, serão colhidos os votos dos outros seis ministros, que votarão na seguinte ordem: Raul Araújo, Floriano de Azevedo Marques, André Ramos Tavares, Cármen Lúcia, Nunes Marques e Alexandre de Moraes. 

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