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Quais as diferenças entre um investimento em CVC e M&A?

O número de M&As no país caiu 35% no primeiro bimestre de 2023; Peter Seiffert, fundador e CEO da Valetec, mostra as principais diferenças...

Folha Vitória

Folha Vitória|Do R7


Foto: Divulgação/DINO

O número de M&As (Fusões e Aquisições, em português) no Brasil caiu 35% nos primeiros dois meses de 2023, como resultado de um panorama macroeconômico mais adverso a nível nacional e mundial. Trata-se do menor valor para o período desde 2020.

No primeiro bimestre, foram anunciadas 179 transações, enquanto 274 transações foram anunciadas em igual período do ano precedente, conforme um balanço da PwC Brasil publicado do portal Fusões & Aquisições

Nesse cenário, muitos investidores se perguntam se há diferença entre M&A e CVC (Corporate Venture Capital), ou se eles são a mesma coisa, afirma Peter Seiffert, fundador e CEO da Valetec. “Embora em ambas as estratégias ocorra a compra de participação, cotas ou ações das startups, e o processo inicial de ambas sejam parecidas até a assinatura do cheque, as semelhanças param por aí”. 

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“A principal diferença é o nível de participação adquirida, referente ao grau de controle ou influência sob a investida. No CVC se adquire uma participação minoritária, tipicamente entre 10% e 30% dependendo do estágio”, explica Peter.

“Uma vez que você não tem um controle sobre essa startup, sua influência passa a seguir o que foi negociado no acordo de acionistas”, observa. “Já quando você tem assentos no conselho dessa startup, por exemplo, consegue influenciar a sua estratégia, mas não controlar”.

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De acordo com o fundador e CEO da Valetec, o M&A, por sua vez, se caracteriza por uma participação majoritária ou com formação de bloco de controle. “Na maioria das vezes, é uma aquisição total. Então, se compra a totalidade das cotas ou ações da empresa-alvo da startup investida, a partir daí você tem mais do que influência, tem o pleno controle”.

Outra diferença mencionada pelo empresário é o nível de risco das investidas e objetivo estabelecido. “O CVC segue uma lógica de investir e participar de negócios de alto potencial de crescimento e disrupção, mas de elevada incerteza e risco”. Segundo ele, na aquisição, a lógica é incorporar e integrar outra empresa já estabelecida e de menor risco, que quando plenamente incorporada a nova controladora, deverá ampliar resultados como o aumento da participação de mercado, ampliação do escopo, competitividade, redução de custos e despesas, dentre outros.

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Na visão do empresário, no CVC uma das formas para gerenciar os riscos inerentes a atividade, é investir na diversificação do portfólio. “É fundamental definir a estratégia de formação do portfólio no início de qualquer fundo ou programa de CVC, esta estabelece diretrizes para a alocação dos recursos, buscando complementaridade e evitando concentração dos investimentos em uma mesma área, tema ou startup”. 

Com isso, complementa Seiffert, o CVC é uma ferramenta mais dinâmica para inovar em negócios fora do mercado central da corporação. “Ele não foca apenas em acertar um investimento que vai se revelar ‘o melhor’ possível para a empresa fazer com startups, mas sim em encontrar o melhor portfólio de investimentos para monitorar o mercado e ajudar a definir os próximos passos na estratégia”, explica. “Isso porque tem a capacidade de abrir diversas frentes e explorar o mercado de uma maneira mais ampla”.

Enquanto, na visão de Seiffert, a aquisição é uma ferramenta para rápido crescimento por meio da incorporação de negócios complementares ao negócio existente, gerando economias de escala ou de escopo, por exemplo. 

Ele acrescenta que, em um investimento através de corporate venture capital, é normal existirem acordos de open-innovation feitos em paralelo. “Os acordos de parceria comercial, desenvolvimento de soluções em conjunto, são muito estimulados. E, de fato, vemos que muitas empresas que trabalham com os CVC só fazem investimentos na modalidade quando têm a perspectiva de ter projetos de sinergia com as startups que gerem resultados para ambos: startups e corporações”

O empresário explica que os projetos devem ser planejados um a um a fim de garantir resultados relevantes para ambas as partes e evitar eventuais ingerências das corporações nas startups, bem como distração e desvio de foco das mesmas.

“Em geral, a gente costuma dizer que o corporate venture capital é, principalmente, um jogo de inteligência, vantagem competitiva e sobrevivência. É isso que a gente busca obter com um investimento de CVC, além de retorno financeiro, é claro”, finaliza Seiffert.

Para mais informações, basta acessar: http://www.valetec.com.br

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