Boeing projeta retorno de voos do 737 MAX nos próximos meses

Aeronave está proibida de voar desde março do ano passado, após duas quedas que resultaram na morte de 346 pessoas

Boeing  737 MAX é o avião mais vendido da empresa

Boeing 737 MAX é o avião mais vendido da empresa

Gary He/EPA - EFE - 21.7.2019

A Boeing anunciou nesta terça-feira (21) que não espera obter aprovação para o retorno dos voos do 737 MAX até meados do ano por causa de análises de autoridades de aviação sobre o sistema de controle de voo da aeronave.

A fabricante afirmou que comunicou companhias aéreas e fornecedores sobre o novo prazo. As ações da companhia recuavam 5,5% às 17h (horário de Brasília).

Leia mais: Acidentes com Boeing podem atrapalhar fusão com Embraer

O avião mais vendido da Boeing está proibido de voar desde março do ano passado, após duas quedas em um intervalo de cinco meses, que mataram 346 pessoas. A Reuters publicou na semana passada que reguladores estavam prolongando o tempo necessário para aprovação do avião.

Representantes da agência norte-americana de aviação (FAA) não comentaram o assunto de imediato.

A Boeing confirmou na segunda-feira que interrompeu a produção do 737 MAX em Washington nos últimos dias. A companhia estima os custos até agora da suspensão dos voos do MAX em US$ 9 bilhões. A empresa deve divulgar significativos custos adicionais durante a publicação dos resultados do quarto trimestre, em 29 de janeiro.

Veja também: Funcionários da Boeing desconfiavam do Boeing 737 Max

Mais cedo, o vice-presidente financeiro da brasileira Gol, Richard Lark, afirmou que a empresa espera voltar a operar seus sete 737 MAX até abril e que deve assegurar um acordo com a fabricante de aviões nos próximos meses sobre compensação.

Lark também comentou que a Gol espera operar 23 ou 24 unidades do MAX até o final do ano, incluindo os sete atualmente impedidos de voar. Após isso, a empresa espera receber entregas de cerca de 12 unidades por ano, disse Lark.