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Em 3 anos, compras online no Brasil movimentam quase R$ 500 bilhões

Valor total das operações na internet em 2020 foi R$ 107,24 bilhões, e chegou a R$ 187 bi no ano passado; desde 2016, foram R$ 628 bi

Economia|Do R7


A pandemia impulsionou o comércio eletrônico no Brasil
A pandemia impulsionou o comércio eletrônico no Brasil

Fazer compras pela internet, via computador ou smartphone, está cada mais fácil e mais comum, como prova o aumento da participação do e-commerce na economia do país: nos três últimos anos, o setor movimentou quase meio trilhão de reais, informa o MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços). Nesta quinta-feira (11), a pasta lança um painel de dados, com informações inéditas sobre o comércio online em todo o território nacional.

Trata-se do Observatório de Comércio Eletrônico Nacional, ferramenta pública que reúne dados das vendas (somente daquelas com emissão de nota fiscal) realizadas via internet, no Brasil, entre 2016 e 2022. Ela é composta por um dashboard (painel de interface gráfica que oferece visualizações simples e rápidas de indicadores de desempenho relevantes) que também agrega números oficiais de diferentes aspectos do comércio eletrônico no país. Até então, diz o Ministério, boa parte das informações do setor vinha de bases de dados privadas.

Em consulta à página do Observatório, é possível verificar que, neste intervalo de sete anos entre 2016 e 2022, o valor bruto total movimentado pelo e-commerce no país foi de R$ 628 bilhões, saindo de R$ 36 bilhões em 2016, para R$ 187 bi em 2022

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As vendas online tiveram um grande impulso durante a pandemia da Covid-19, como mostra o 'salto' pelo qual passou o comércio eletrônico brasileiro: do total de R$ 628 bilhões movimentados em operações de compra e venda em sete anos, R$ 450 bilhões foram só nos últimos três anos.

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"A compilação e publicação das estatísticas está alinhada aos esforços do governo para impulsionar e dar transparência à economia digital. O dashboard vai subsidiar o desenvolvimento de políticas públicas para o setor e pode, ainda, balizar decisões de investimentos das empresas”, fala Uallace Moreira, secretário de Desenvolvimento industrial, inovação, comércio e serviços do MDIC.

A ferramenta foi desenvolvida a partir de dados das notas fiscais eletrônicas, fornecidos pela Receita Federal, pelo departamento de comércio e serviços da SDIC (Secretaria de desenvolvimento industrial, comércio e serviços) do ministério.

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Produtos mais vendidos

O líder absoluto de compras pela internet entre 2016 e 2022, em termos de movimentação financeira, foi o celular. No período, a venda desses aparelhos, incluindo smartphones, movimentou R$ 72,1 bilhões, 11,5% do total.

Em segundo lugar aparecem os televisores, com faturamento de R$ 28 bilhões, o que corresponde a 4,5% do todo, seguidos por notebooks, tablets e similares, com R$ 21 bilhões gerados em vendas.

Geladeiras ou freezers vêm na sequência, com fatia de 2,8% do total das compras, no valor de R$ 17,8 bilhões; livros, brochuras e outros tipos de impressos movimentaram R$ 16,8 bilhões (2,6%); e máquinas de lavar roupas, R$ 10,8 bilhões (1,7%).

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A lista abrange milhares de produtos, que vão de calçados a filtros d’água, de alimentos a móveis, além de cosméticos, medicamentos, bijuterias, acessórios, pneus e até barcos. No dashboard, os itens são classificados de acordo com a NCM (Nomenclatura Comum do Mercosul). 

"A base de dados permite mapear a dinâmica do comércio eletrônico de bens e as possibilidades de tendência de crescimento, tanto nacional como regional, abrindo possibilidades de atuação das empresas nesses mercados”, diz Uallace.

“Num momento em que o e-commerce vem crescendo no Brasil e no mundo, é fundamental que todos tenham acesso a essas informações, até para se preparar para o processo de transformação digital da economia.”

Diferenças regionais

Os dados do Observatório também mostram diferenças entre as regiões no fluxo do comércio eletrônico interestadual, que é mais concentrado na região Sudeste. De 2016 a 2022, 74,1% de todas as vendas online foram feitas por consumidores dessa parte do país.

São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro foram os estados que mais venderam e mais compraram no período de sete anos, movimentando 68% do valor transacionado na condição de emitentes, e 54% como destinatários.

“A plataforma pode ajudar o governo a mapear alguns desequilíbrios regionais do ponto de vista da estrutura produtiva e do comércio físico e eletrônico, aprofundando as políticas públicas estruturantes para o desenvolvimento econômico de todas as regiões brasileiras”, avalia Uallace.

São Paulo

De acordo com as informações do Observatório do Comércio Eletrônico, as empresas do estado de São Paulo venderam R$ 290,87 bilhões pelo e-commerce entre 2016 e 2022. O valor representa 46% do valor total bruto movimentado no país pelo setor nos últimos sete anos (R$ 628 bilhões).

Os dados mostram que 55% das vendas, no total de R$ 160 bilhões, foram feitas para compradores de outros estados do Brasil. No topo da lista dos produtos mais vendidos pelos comerciantes do estado estão os celulares, desktops e livros que, juntos, representaram 17,3% do todo.

No mesmo período, os paulistas gastaram R$ 80,09 bilhões com compras via internet de produtos de outros estados, com destaque para celulares, televisores, geladeiras e calçados esportivos.

Níveis de detalhamento

Além dos números gerais do e-commerce, o dashboard dá acesso a detalhes dos produtos comercializados e das operações realizadas em território nacional, o que 'evidencia o seu caráter inovador', segundo o MDIC.

Nessa base de dados, as tabelas mostram, por exemplo, que os produtos de renda de algodão vendidos pelo Ceará via comércio eletrônico foram enviados principalmente para São Paulo (13,5%), Pernambuco (11%) e Bahia (10,5%). Já os vinhos produzidos no Rio Grande do Sul tiveram como principais destinos São Paulo (30%) e Santa Catarina (14%), Por outro lado, 87% da castanha do Pará, vendida via e-commerce no período, circulou dentro do próprio estado.

“A plataforma é muito rica e pode ser aprimorada, abrindo novas possibilidades de formulação de políticas para o setor”, finaliza o secretário.

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