Economia Ibovespa tem queda, e dólar à vista fica em R$ 5,07, em estabilidade

Ibovespa tem queda, e dólar à vista fica em R$ 5,07, em estabilidade

Petrobras atenua perda do índíce da bolsa brasileira; moeda dos EUA interrompe sequência de seis sessões consecutivas de baixas

Reuters
O Ibovespa fechou a segunda-feira (3) em queda, e o dólar se manteve estável

O Ibovespa fechou a segunda-feira (3) em queda, e o dólar se manteve estável

KEVIN DAVID/A7 PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO-13/10/2022

O Ibovespa registrou queda pelo segundo pregão consecutivo, e fechou a segunda-feira (3) com recuo de 0,37%, a 101.506,18 pontos, afastado da mínima do dia, de 100.650,55 pontos. O dólar à vista encerrou o dia praticamente estável ante o real, interrompendo a sequência de seis sessões consecutivas de perdas: ficou cotado a R$ 5,0704 na venda, em variação positiva de 0,01%.

O forte avanço das ações de Petrobras, na esteira da disparada do petróleo no mercado internacional, contribuiu com a recuperação do índice de referência do mercado acionário brasileiro. O volume financeiro no pregão somou R$ 21,6 bilhões.  

Agentes financeiros ainda avaliam a proposta do novo arcabouço fiscal e ponderam os possíveis reflexos em incentivos tributários, uma vez que a nova regra atrela o gasto público ao crescimento da receita. Apesar da primeira reação positiva, o mercado se deu conta que a regra é altamente dependente da arrecadação futura, afirmou Luis Novaes, analista da Terra Investimentos.

Ele avaliou que o governo deu demonstrações de que trabalhará para aumentar a arrecadação, com a reforma tributária e a revisão de alguns impostos, "mas investidores se mostram cautelosos, até que haja sinais mais concretos de que a arrecadação irá evoluir".

A B3 ainda divulgou a primeira prévia do Ibovespa, que irá vigorar a partir de maio, com a volta da ação da empresa de resseguros IRB Brasil e a saída dos papéis do Banco Pan e da companhia de concessões de infraestrutura Ecorodovias.

No exterior, apesar de a disparada do petróleo trazer receios sobre a inflação e mais aperto monetário, principalmente nos Estados Unidos, o índice acionário norte-americano S&P 500 fechou em alta de 0,37%, também ajudando na melhora do Ibovespa.

A alta do preço do petróleo nos mercados internacionais favoreceu as moedas de países exportadores de commodities, aumentando as perdas do dólar no exterior. Na B3, no início da sessão, às 9h08 (horário de Brasília), o dólar marcou a mínima, de R$ 5,0385 (-0,62%), em sintonia com o exterior, cedendo ante outras moedas.

Às 17h33 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia 0,09%, a R$ 5,0915. No mesmo horário, o índice do dólar, que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas, caía 0,88%.

A espera dos investidores brasileiros por novidades na área fiscal, ajudou o dólar a se recuperar da queda do início do dia.

“Pela manhã, até achei que o dólar ia cair um pouco, mas depois ficou praticamente na estabilidade. Na verdade, o mercado está esperando para ver o que vai acontecer com o arcabouço fiscal”, comentou o gerente de câmbio da Fair Corretora, Mário Battistel.

Além das dúvidas sobre a arrecadação, necessária para sustentar o arcabouço, ele lembrou que a proposta ainda vai ter de passar pelo Congresso, e está sujeita a mudanças.

Em meio às expectativas, o dólar até chegou a marcar a máxima de R$ 5,0842 (+0,28%) às 16h, mas não teve fôlego para sustentar cotações mais altas, retornando para perto da estabilidade.

O BC (Banco Central) vendeu todos os 16 mil contratos de swap cambial tradicional ofertados pela manhã na rolagem dos vencimentos de maio.

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