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Inflação do aluguel cai pelo 5º mês seguido, e contratos que vencem em setembro seguem sem reajuste

Com taxas mensais negativas desde abril, IGP-M acumula queda de 7,2% nos últimos 12 meses, mostra FGV

Economia|Do R7


Inflação do aluguel tem maior sequência negativa desde 2018
Inflação do aluguel tem maior sequência negativa desde 2018

O IGP-M (Índice Nacional de Preços — Mercado) manteve a trajetória de queda iniciada em abril e recuou 0,14% em agosto, segundo dados revelados nesta quarta-feira (30) pela FGV (Fundação Getulio Vargas).

Com a quinta baixa consecutiva, o indicador responsável pelo reajuste da maioria dos contratos de aluguel no Brasil acumula queda de 7,2% nos últimos 12 meses. Negativa pelo quinto mês seguido, a taxa mostra que as locações atreladas ao IGP-M com vencimento em setembro continuarão inalteradas.

O percentual acumulado do índice é aquele que seria repassado às locações com aniversário de vencimento no próximo mês. No entanto, a maior parte dos contratos possui cláusulas que barram o reajuste negativo do indicador, o que deve ocasionar a manutenção do valor pago atualmente.

A sequência de cinco baixas consecutivas do IGP-M acumulado em 12 meses não era observada na economia nacional desde o período encerrado em fevereiro de 2018, quando a taxa ficou no campo negativo por dez meses.

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A recente variação negativa da inflação do aluguel mantém a tendência de queda apurada desde maio de 2021, quando o indicador apresentava oscilação de 37% para as locações que venceriam no mês seguinte.

Em agosto, a deflação apurada representa uma desaceleração na queda em comparação com os últimos quatro meses. Com esse resultado, o índice acumula taxa negativa de 5,28% no ano. No mesmo mês de 2022, o IGP-M havia caído 0,7% e acumulava alta de 8,59% em 12 meses.

O cálculo do IGP-M leva em conta a variação de preços de bens e serviços, bem como de matérias-primas utilizadas na produção agrícola e industrial e na construção civil. Por isso, a variação é diferente da apresentada pela inflação oficial, que calcula os preços com base em uma cesta de bens determinada para famílias com renda de até 40 salários mínimos.

Queda menor

Ao analisar a queda em ritmo inferior às anteriores, André Braz, coordenador dos índices de preços do Ibre/FGV (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas), afirma que os preços dos produtos agropecuários (de -1,87% para 0,02%) e industriais (de -0,75% para -0,24%) contribuíram para a taxa menos negativa do índice ao produtor. "Na parte agrícola, a maior influência veio da soja (de 0,03% para 5,63%); do lado industrial, do óleo diesel (de 0% para 4,15%)", diz ele.

"A taxa do INCC [Índice Nacional de Custo da Construção] acelerou e foi outro destaque importante a contribuir para a queda menos intensa do IGP-M, sendo a mão de obra (de 0,38% para 0,71%) a principal contribuição para a aceleração deste índice”, completa Braz.

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