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'BC do Japão' aumenta a taxa básica de juros pela 1ª vez em 17 anos

Banco do Japão (BoJ, em inglês) abandonou política de rendimentos negativos e elevou nível mínimo de -0,1% para a faixa de 0% a 0,1%

Economia|

Taxa de juros no Japão será de até 0,1% ao ano
Taxa de juros no Japão será de até 0,1% ao ano Taxa de juros no Japão será de até 0,1% ao ano (Reprodução/Record News - 26.02.2024)

O Banco do Japão (BoJ, na sigla em inglês) abandonou a política de juros negativos e elevou taxa de depósitos de -0,1% para faixa de 0% a 0,1%. Trata-se da primeira alta em 17 anos conforme decisão divulgada nesta terça-feira (19). Para comparar, hoje, a taxa básica de juros no Brasil é de 11,25% ao ano.

A decisão foi dividida, com sete votos a favor ante dois votos contra, e já era esperada pelo mercado desde a sexta-feira (15), quando dados preliminares apontaram que grandes empresas japonesas estão oferecendo reajustes salariais superiores a 5% pela primeira vez desde 1991.

Em comunicado, o BoJ também esclareceu que manterá as condições monetárias acomodatícias e que seguirá comprando títulos do governo japonês, as não mais fundos negociados em bolsa (ETFs) adicionais. "No caso de um rápido aumento nas taxas de juros de longo prazo, o banco dará respostas ágeis, como aumentar o valor das compras de JGB", diz o BoJ.

Ainda, o BoJ decidiu eliminar seu instrumento de controle da curva de juros (YCC) do JGB de 10 anos e apontou que o cumprimento sustentável e estável da meta de inflação de 2% está próximo.

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A autoridade monetária destacou também que a economia do Japão vem se recuperando de forma moderada, apesar de reconhecer fraqueza em alguns setores.

Palavra do presidente do 'BC do Japão'

O presidente do BoJ, Kazuo Ueda, reforçou que, apesar da elevação dos juros pela primeira vez em 17 anos, as condições monetárias permanecerão acomodatícias. Ueda alertou, entretanto, que o BC japonês considerará novas altas nas taxas se a perspectiva de preços se tornar mais forte.

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Ueda destacou que a instituição seguirá conduzindo a política monetária com taxas de curto prazo como ferramenta principal. "Não esperamos que as taxas de depósito e as taxas de empréstimo aumentem significativamente", afirmou, durante coletiva de imprensa. O presidente do BoJ também repetiu que o cumprimento sustentável e estável da meta de inflação está "à vista".

Ueda também afirmou que irá ponderar uma possível resposta caso o iene mais fraco tiver impacto significativo nos preços e na economia. 

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