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Copom inicia nesta terça reunião para definir nova taxa de juros

Expectativa é de um novo corte — o sexto seguido — de 0,5 ponto percentual na Selic, que atualmente está 11,25% ao ano

Economia|Do R7, em Brasília

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Copom deixa maio em aberto e leva parte do mercado a cogitar fim de ciclo Leonardo Sá/Agência Senado

O Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central inicia nesta terça-feira (19) a reunião para definir a nova taxa básica de juros. A expectativa é de um novo corte – o sexto seguido – de 0,5 ponto percentual na Selic, atualmente em 11,25% ao ano. A rodada de discussões deve terminar nesta quarta-feira (20).

Caso o ritmo de quedas se mantenha, o novo patamar da Selic – 10,75% – será o menor desde fevereiro de 2022. A taxa vem em uma sequência de quedas iniciada em agosto de 2023, correspondendo às expectativas do mercado financeiro.

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Em dezembro, diretores do órgão já haviam projetado reduções da taxa para os encontros seguintes. "Os membros do comitê concordaram, unanimemente, com a expectativa de cortes de 0,5 ponto percentual nas próximas reuniões e avaliaram que esse é o ritmo apropriado para manter a política monetária contracionista necessária para o processo desinflacionário", informou a ata.

A avaliação levou em conta que a taxa Selic é o principal instrumento da política monetária para determinar a inflação em uma economia. Isso acontece porque os juros mais altos encarecem o crédito, reduzem a disposição para consumir e estimulam novas opções de investimento pelas famílias.

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A inflação no Brasil encerrou 2023 em 4,62%, de acordo com o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo). Em fevereiro, o índice voltou a acelerar e ficou em 0,83%, uma alta de 0,41 ponto percentual em relação a janeiro, quando variou 0,42%.

Esse é o maior patamar para o indicador desde fevereiro do ano passado, quando registrou 0,84%. Nos últimos 12 meses, o índice acumula alta de 4,50% — o teto da meta estabelecida pelo governo, que é de 3%, com tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

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Diante da sequência de queda dos juros, o Copom notou que houve "progresso desinflacionário relevante", mas observa que ainda vê com cautela o processo de devolver a inflação para o centro da meta de 3%. Assim, a ata destaca a necessidade de manter uma política monetária ainda contracionista para atingir o objetivo.

"Ainda há um caminho longo a percorrer para a ancoragem das expectativas e o retorno da inflação à meta, o que exige serenidade e moderação na condução da política monetária. [...] Além disso, a incerteza, em particular no cenário internacional, que tem se mostrado volátil, prescreve cautela", prevê o documento.

Histórico recente

De março de 2021 a agosto de 2022, o Banco Central elevou a Selic por 12 vezes consecutivas, num ciclo de "aperto monetário" em resposta à alta dos preços de alimentos, energia e combustíveis. Por um ano, de agosto de 2022 a agosto de 2023, a taxa foi mantida em 13,75% ao ano por sete vezes seguidas.

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