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Mulheres têm mais diploma na universidade e vão mais à escola do que os homens, diz IBGE

Dados foram apresentados em uma pesquisa do IBGE que analisou a situação feminina na sociedade brasileira

Educação|Rafaela Soares, do R7, em Brasília

Dados foram apresentados nesta sexta-feira
Dados foram apresentados nesta sexta-feira Dados foram apresentados nesta sexta-feira (Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

A terceira edição do levantamento "Estatísticas de Gênero: Indicadores sociais das mulheres no Brasil", divulgado nesta sexta-feira (8) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revelou que a maioria das pessoas no país com ensino superior completo são mulheres. Segundo a amostra, elas correspondem a 21,3% dos brasileiros com diploma na universidade, enquanto os homens são 16,8%.

A pesquisa mostrou também que o público feminino vai mais à escola do que o masculino. No ensino médio, a taxa de frequência para as mulheres é de 79,7% e a dos homens, de 71%. No ensino superior, as mulheres ficam à frente com 29%, contra 21% dos homens. No ensino fundamental, ambos os gêneros atingiram uma frequência de 95,2%.

"Como consequência dos melhores resultados educacionais das mulheres em sua trajetória de escolarização, os dados disponíveis apontam que as mulheres residentes no Brasil são, em média, mais instruídas que os homens", diz o relatório do IBGE.

Cursos superiores

No levantamento, o IBGE mostrou que em 2022 as mulheres eram maioria também entre as pessoas que cursam ensino superior no país. Dos 5,1 milhões de alunos matriculados em universidades, 2,9 milhões eram mulheres, o que equivale a 57,5%. Além disso, entre 803,6 mil universitários que estavam prestes a se formar, as mulheres eram 484,8 mil, 60,3% do total.

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Na área de Bem-Estar, que inclui cursos como Serviço Social, a participação feminina entre os alunos concluintes atingiu 91% em 2022, o percentual máximo medido pela pesquisa. Outra área com bastante presença feminina foi a de Serviços Pessoais, com as mulheres representando 83,8% dos universitários perto de se formar.

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A menor representatividade das mulheres foi registrada entre os concluintes das áreas de Computação e Tecnologia da Informação e Comunicação e programas interdisciplinares abrangendo essas áreas, atingindo 15%. 

Brasil atrás dos países da OCDE

A pesquisa do IBGE apresentou dados de um relatório sobre educação elaborado pela OCDE (Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico), que diz que, em 2022, o Brasil era o quarto país com menor percentual de mulheres com ensino superior (27,2%), com cerca de metade do percentual alcançado pela média da OCDE (53,8%).

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"Ainda que estejam em ampla vantagem em relação ao acesso ao ensino superior de forma geral, as mulheres enfrentam barreiras em determinadas áreas do conhecimento, notadamente as mais ligadas às Ciências Exatas e à esfera da produção", diz o IBGE.

Mulheres na política

A pesquisa mostrou que o Brasil ocupa o 133º lugar no ranking global que mede a proporção de parlamentares mulheres em exercício em câmaras federais. A lista leva em conta 180 países e mostra que 17% do parlamento brasileiro é ocupado por mulheres.

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Afazeres domésticos

A terceira edição revelou que as mulheres destinam quase o dobro de tempo em relação aos homens com afazeres domésticos e cuidados com pessoas. Segundo o estudo, a média semanal feminina é de 21,3 horas, enquanto a masculina fica em 11,7 horas.

Menos filhos

O Brasil registrou uma queda de 13% na média de filhos por mulher entre 2018 e 2022, informa levantamento divulgado nesta sexta-feira (8) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Ao todo, foram 2,56 milhões de nascidos vivos no ano retrasado, uma diminuição de 383 mil em comparação com 2018.

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