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Eleições 2016
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Em embates agressivos, Marta vira alvo de adversários na Record

Candidatos à Prefeitura de SP promovem debate mais acalorado desde o início da campanha

São Paulo|Do R7


Haddad, Erundina, Russomanno, Doria, Marta e Major Olímpio participam de debate da Record
Haddad, Erundina, Russomanno, Doria, Marta e Major Olímpio participam de debate da Record

A senadora Marta Suplicy (PMDB) foi alvo de críticas dos adversários no primeiro bloco do debate entre candidatos à Prefeitura de São Paulo promovido pela TV Record na noite deste domingo (25). A gestão da ex-petista à frente da prefeitura e alianças políticas que firmou nestas eleições foram questionadas em embates diretos com a candidata e em diáologos entre os opositores.

Em embate entre Fernando Haddad (PT) e Celso Russomanno (PRB), o deputado questionou o excesso de taxas criadas por Marta e perguntou a opinião do petista sobre a gestão dela. Haddad elogiou a primeira metade do governo, da qual fez parte como assessor do secretário João Sayad, mas criticou a segunda metade, quando, segundo ele, a então prefeita passou a gastar mais dinheiro do que a cidade tinha em caixa. Russomanno concordou e elevou o tom das críticas.

— De fato, ela deixou muitos problemas na cidade, dívidas, alagamentos [...] Enquanto as pessoas estavam debaixo d’água, ela estava em Paris com o marido aproveitando a vida. Foi a maior alta de impostos que a gente já viu na história deste País.

Em embate direto com Marta, Haddad voltou a alfinetar a ex-companheira de partido, dizendo que a proposta dela de retorno da inspeção veicular vai onerar duas vezes os cofres da prefeitura. Irritada, a candidata respondeu: “Hoje o senhor está primoroso na má fé”.

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Haddad reafirmou, na tréplica, que a proposta da adversária de retomar o contrato com a Controlar, empresa responsável pela inspeção veicular, foi pedido do ex-prefeito Gilberto Kassab (PSD), agora aliado de Marta. Ela rebateu.

— Você insiste em algo que é absoluto ridículo. Não haverá qualquer ônus à cidade. É uma insistência de quem não tem proposta e está com má fé. Você foi chefe de gabinete do secretário João Sayad e quer pegar louros que não são seus. Quer louros? Então fabrique os seus.

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Marta foi atacada, ainda, em embate direto com os deputados Major Olímpio (SD) e Luiza Erundina (PSOL). Ele questionou a senadora sobre a suposta liberação de R$ 3,5 milhões para o estilista Pedro Lourenço fazer desfiles na Europa quando era ministra da Cultura e sobre citação do nome dela em delação premiada na Lava Jato. Marta negou as duas acusações e disse que respeita muito a investigação.

Já Erundina questionou o apoio de Marta ao presidente Michel Temer que, segundo a deputada, vai revogar direitos trabalhistas importantes. Marta também negou que irá votar no Senado qualquer medida que prejudique direitos adquiridos por trabalhadores.

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Cracolândia

Em outro momento acalorado do debate, João Doria e Haddad discutiram a Cracolândia, região do centro de São Paulo onde usuários de crack ficam concentrados. Doria criticou o programa do adversário, De Braços Abertos, que, segundo ele, aumentou o consumo da droga ao dar dinheiro aos usuários. Haddad devolveu a alfinetada, destacando que PSDB, partido de Doria, está há 22 anos à frente do governo do Estado e não consegue contribuir para o controle da segurança na região.

— Vocês não conseguem combater o tráfico. Exigem que o governo federal cuide de 9.000 km de fronteiras, mas vocês não conseguem cuidar de um quarteirão. Vocês têm o controle das polícias militar e civil e não conseguem impedir que 200 kg de crack cheguem à região por mês. 

Doria reafirmou que, caso vença as eleições, vai acabar com o programa e reforçar o projeto do governo estadual, Recomeço. 

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