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Eleições 2022
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Bolsonaro é o primeiro presidente do Brasil a disputar a reeleição e perder

O atual chefe do Executivo foi derrotado neste domingo (30) por Luiz Inácio Lula da Silva

Eleições 2022|Augusto Fernandes, do R7, em Brasília


O presidente Jair Bolsonaro (PL)
O presidente Jair Bolsonaro (PL)

O presidente Jair Bolsonaro (PL) se tornou o primeiro chefe do Executivo a concorrer à reeleição e não vencer. Neste domingo (30), ele foi derrotado em segundo turno por Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Desde que a reeleição para presidente da República passou a valer, em 1997, foram reeleitos para o cargo Fernando Henrique Cardoso, em 1998, o próprio Lula, em 2010, e Dilma Rousseff, em 2014.

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Com a vitória deste domingo, Lula vai ocupar a Presidência da República pela terceira vez. Ele já teve dois mandatos como presidente do Brasil, entre 2003 e 2010. O vice-presidente será Geraldo Alckmin (PSB).

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Campanha

Lula foi eleito sob a bandeira de "resgatar a esperança" do Brasil. No plano de governo dele, o petista fala em transformar "um país devastado por um processo de destruição que nos trouxe de volta a fome, o desemprego, a inflação, o endividamento e o desalento das famílias".

O presidente eleito tem como principal compromisso implantar políticas públicas para socorrer a população mais vulnerável, sobretudo para combater a fome. Lula promete manter o Auxílio Brasil em R$ 600 e transferir um adicional de R$ 150 para famílias beneficiárias do programa que tenham filhos de até 6 anos — o bônus será pago a cada criança dentro dessa faixa etária. A ideia do presidente eleito é retomar o nome Bolsa Família para o programa.

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Ele também disse que vai conceder aumento real para o salário mínimo, ou seja, acima da inflação. Segundo Lula, o governo dele também vai refinanciar as dívidas de todos os brasileiros que estão com o nome sujo no SPC e no Serasa. O presidente eleito ainda garante que vai criar linhas de crédito com juros baixos para micro, pequenos e médios empreendedores, a fim de estimular a geração de empregos.

A proposta de governo de Lula também fala em implementar uma nova legislação trabalhista, de proteção social a todas as formas de ocupação, de emprego e de relação de trabalho. O petista quer dar maior atenção a profissionais autônomos e domésticos, a trabalhadores que atuam de casa e aos mediados por aplicativos e plataformas.

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Saúde, educação e segurança pública

Para a saúde, o presidente eleito tem como metas fortalecer e aprimorar a gestão do SUS (Sistema Único de Saúde), com a valorização e a formação de profissionais de saúde e a retomada de políticas como o Mais Médicos e o Farmácia Popular, bem como a reconstrução e fomento ao Complexo Econômico e Industrial da Saúde.

Lula garante também que vai investir em educação de qualidade e fortalecer a educação básica, da creche à pós-graduação. Segundo ele, o governo vai coordenar ações com estados e municípios, retomando as metas do Plano Nacional de Educação.

Segundo o presidente eleito, ele vai se reunir com os 27 governadores eleitos neste ano e montar um planejamento para retomar obras paradas e definir obras prioritárias. De acordo com ele, o governo vai buscar financiamento e a cooperação — nacional e internacional — para o investimento público e privado, para dinamizar e expandir o mercado interno de consumo, desenvolver o comércio, os serviços, a agricultura de alimentos e a indústria.

Além disso, o petista pretende aprimorar o Sistema Único de Segurança Pública. De acordo com o plano de governo dele, serão realizadas reformas para ampliar a eficiência do sistema por meio da modernização das instituições de segurança, das carreiras policiais, dos mecanismos de fiscalização e supervisão da atividade policial e do aprimoramento de suas relações com a Justiça criminal.

Ainda segundo Lula, ele vai ampliar a quantidade de ministérios no próximo ano. Hoje, são 23 as pastas do Governo Federal. O petista pensa em criar ao menos outras dez: Segurança Pública, Desenvolvimento Agrário, Pesca, Pequena e Média Empresa, Cultura, Povos Originários, Direitos Humanos, Planejamento, Mulher, Fazenda e Igualdade Racial.

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