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Eleições 2022
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Kalil se declara contrário à privatização da Cemig e Copasa

Pré-candidato ao Governo de MG pelo PSD, o ex-prefeito de BH foi o segundo entrevistado na série de sabatinas da Record TV Minas

Eleições 2022|Pablo Nascimento, do R7

Kalil foi o segundo entrevistado na série de sabatinas
Kalil foi o segundo entrevistado na série de sabatinas Kalil foi o segundo entrevistado na série de sabatinas

Alexandre Kalil, pré-candidato ao Governo de Minas Gerais pelo PSD, se posiciona contrariamente à privatização da Cemig (Companhia Energética de Minas Gerais) e da Copasa (Companhia de Saneamento de Minas Gerais). A venda das estatais é pregada pela atual gestão, de Romeu Zema (Novo).

As propostas do postulante ao cargo foram apresentadas durante sabatina da Record TV Minas, na tarde desta terça-feira (9). A entrevista ocorreu durante o Balanço Geral MG e também teve um tempo exclusivo no YouTube e no Facebook da emissora. Kalil foi o segundo entrevistado e respondeu a perguntas do time de jornalistas da casa e de internautas.

"A privatização é sempre o caminho mais fácil. Temos exemplos. A energia elétrica no Amapá é privatizada. Eles tiveram que adiar a eleição por lá porque a luz acabou. Esse negócio de privatização tem que ter cuidado. Não estou dizendo que sou contra privatizar qualquer coisa. Eu sou contra privatizar a Cemig e a Copasa", defendeu.

Em caso de serviços privatizados, o representante do PSD defende uma maior regulamentação para eles. A criação e o fortalecimento de agências reguladoras foi a proposta apresentada por Kalil para solucionar o problema das estradas pedagiadas que têm problemas estruturais.

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Para a mineração no estado, Kalil também defende mais legislação. "Minas Gerais tem o minério no nome. O que não pode é dono de mineradora tomar conta da mineração. É o que vai acontecer agora com as concessões feitas em Minas Gerais", disse. "Precisamos das mineradoras porque geram imposto, geram riqueza. Mas precisamos que o governo atue na fiscalização", concluiu.

Sobre o metrô que liga Belo Horizonte a Contagem, na região metropolitana, o ex-prefeito da capital mineira preferiu avaliar projetos caso seja eleito. "Tenho vergonha de falar do metrô. O metrô é só depois que eu for eleito. Vamos para o Distrito Federal", declarou. "Vou guardar no meu colete, e, depois de eleito, vamos ver o que vamos fazer."

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Dívida do estado

O ex-prefeito de Belo Horizonte foi questionado sobre como equalizar a dívida de mais de R$ 152 bilhões do estado com a União. Para o político, o caminho não passa pela adesão ao RRF (Regime de Recuperação Fiscal) nos moldes atuais. O projeto impõe regras orçamentárias ao estado em troca de facilidades para o pagamento da dívida. Kalil afirmou que, caso eleito, não vai aderir à proposta apresentada atualmente.

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"Vamos fazer um regime sentando com o presidente. O regime é necessário. A dívida existe", argumentou. "Graças a uma liminar do governo anterior, que já foi errado, a gestão atual não pagou nada da dívida", destacou. "Esse regime é perigoso, quase irresponsável", criticou.

Rodoanel

Uma das perguntas feitas a Kalil foi sobre a avaliação dele em relação às críticas feitas pelas prefeituras de Contagem e Betim em relação ao traçado do Rodoanel Metropolitano. Na avaliação do político, o projeto precisa ser analisado mais detalhadamente.

"Como vamos rasgar Betim e Contagem no meio sem ouvir a população?", criticou. "Tem que sentar e conversar. Eu não entendo essa pressa para entregar aos empresários o Rodoanel. Vamos sentar. Betim e Contagem são cidades enormes. O traçado vai passar por Belo Horizonte também", observou.

Relação com a União

Durante a entrevista, Kalil reafirmou que apoia a eleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à Presidência. Indagado sobre o diálogo com o governo federal em eventual nova gestão de Bolsonaro, Kalil disse que não vai deixar de conversar com a União.

"Somos o segundo estado do país. Temos voz. Temos que ser respeitados por Lula, Bolsonaro, Temer, Dilma e qualquer presidente. Não podemos nos acostumar que o governador de Minas Gerais seja subalterno a presidente da República", avaliou.

Durante a entrevista, Kalil também:

• prometeu sentar-se com os servidores, caso eleito, para discutir o reajuste salarial cobrado;

• defendeu investimentos para melhoria da malha viária; e

• prometeu participação feminina em seu eventual governo.

Perfil

Eleito prefeito da capital mineira por dois mandatos, Kalil renunciou ao cargo no dia 25 de março deste ano, data do seu aniversário e do Clube Atlético Mineiro, time do coração e do qual já foi presidente. À frente da equipe, ele conquistou importantes títulos, como a inédita Taça Libertadores da América, em 2013; a Copa do Brasil, em 2014; a Recopa Sul-Americana; e três Campeonatos Mineiros, em 2010, 2012 e 2013.

Nascido em Belo Horizonte, Kalil tem 63 anos e é empresário no ramo da construção civil. Ele iniciou sua carreira aos 25, como dirigente esportivo do time de vôlei do Atlético-MG, entre 1980 e 1983. Mais tarde, passou a dirigir a Erkal Engenharia Ltda., empresa especializada em infraestrutura rodoviária, urbana, civil e industrial, criada por sua família.

Sabatinas

Assista à entrevista com Alexandre Kalil no início desta reportagem. As sabatinas acontecem até a próxima sexta-feira (12). Será um candidato por dia. As entrevistas começam às 15h, dentro do Balanço Geral.

Veja a programação:

• 8 de agosto (segunda-feira): Lorene Figueiredo (PSOL)

• 9 de agosto (terça-feira): Alexandre Kalil (PSD)

• 10 de agosto (quarta-feira): Marcus Pestana (PSDB)

• 11 de agosto (quinta-feira): Romeu Zema (Novo)

• 12 de agosto (sexta-feira): Carlos Viana (PL)

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