Logo R7.com
Logo do PlayPlus
Publicidade

Áudio mostra Trump pedindo que secretário da Geórgia 'ache votos'

Em ligação, o presidente dos EUA pediu ao responsável pela eleição na Geórgia que encontrasse os votos que precisava para vencer

Internacional|Do R7


Raffensperger vem sendo pressionado por Trump desde a eleição
Raffensperger vem sendo pressionado por Trump desde a eleição

O presidente dos EUA, Donald Trump, pediu no sábado (2) que o secretário de Estado da Geórgia, Brad Raffensperger, "ache votos" para que ele seja declarado o vencedor da eleição presidencial de 2020. O pedido foi feito durante uma chamada telefônica de quase uma hora, divulgada neste domingo (3) pelo jornal Washington Post.

Leia também: EUA: juiz rejeita ação que tentava barrar resultado eleitoral

No áudio, Trump aparece afirmando, mais uma vez sem provas, que sua derrota na Geórgia foi produto de fraude e pede que os resultados, recontados em três oportunidades desde que a eleição foi realizada em 3 de novembro, sejam "recalculados".

"As pessoas na Geórgia estão bravas, as pessoas no país estão bravas. E não tem nada de errado em dizer que, você sabe, hum, que você recalculou", pede o presidente em um trecho. "Senhor presidente, o problema é que os dados que você tem estão errados", responde Raffensperger.

Publicidade

Em outro, ele pede explicitamente que Raffensperger encontre os votos que ele precisava para vencer no Estado. "Então, veja, tudo o que eu quero fazer é isso. Eu quero encontrar 11.780 votos, que é um a mais do que precisamos", diz Trump.

Derrota eleitoral

Na votação, o presidente eleito Joe Biden venceu na Geórgia com 2.473.633 votos, contra 2.461.854 de Trump. Uma diferença de exatamente 11.779 votos. Foi a primeira vitória de um democrata na Geórgia desde 1992. Com esse resultado, Biden chegou a 306 votos no Colégio Eleitoral e garantiu o resultado, que Trump ainda não aceitou.

Desde a eleição, advogados e partidários de Trump já entraram com cerca de 60 ações na Justiça tentando reverter o resultado das urnas, mas por não apresentarem provas de fraude, nenhuma delas chegou a ir a julgamento.

Últimas

Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.