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Coroação pode movimentar até R$ 8,7 bilhões no Reino Unido

Só em produtos, empresas britânicas devem vender cerca de 250 mil libras esterlinas, o equivalente a R$ 1,5 milhão

Internacional|Do R7


Bandeirola personalizada para a coroação é pendurada do lado de fora de uma loja em Londres
Bandeirola personalizada para a coroação é pendurada do lado de fora de uma loja em Londres

Empresas do Reino Unido devem vender cerca de 250 mil libras esterlinas (R$ 1,5 milhão) em produtos personalizados para a coroação do rei Charles 3º, que será realizado no próximo sábado (6), em Londres. Segundo o instituto de pesquisa de mercado britânico Center for Retail Research (CRR), o valor total pode chegar a 1,4 bilhão de libras (R$ 8,7 bilhões), se somado o dinheiro obtido com festas, passeios e outros eventos turísticos. As informações são do jornal britânico The Guardian.

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Na cidade de Stoke-on-Trent, no condado de Staffordshire, os oleiros — pessoas que trabalham com objetos de cerâmica — vão à labuta sete dias por semana. A menos de uma semana para o grande dia, as empresas travam uma luta contra o tempo para atender aos pedidos de todos os clientes.

"Assistir ao chão da fábrica é apenas um milagre", afirmou ao The Guardian a executiva Pamela Harper, diretora da Halcyon Days, empresa que produz produtos finos de porcelana. "É definitivamente um negócio maior do que um casamento [real]. Achamos que seria igual a um jubileu, mas sinto que vai superá-lo. Nosso negócio é muito forte."

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A empresária Emma Bridgewater, fundadora da marca de cerâmica de mesmo nome, também em Stoke-on-Trent, já vendeu mais de 1 milhão de libras em sua mercadoria comemorativa. Ela conta que "as vendas normais" — fora do momento atual, que antecede a coroação — "são uma luta", uma vez que o Reino Unido passa por um período de crise. "O custo de vida está pesando sobre todos nós e nossos clientes são pessoas reais", disse Bridgewater.

Lojas de comidas como chá e biscoitos, duas das maiores paixões dos britânicos, também estão lucrando com a coroação. A estimativa é de que as empresas vendam 3,8 milhões de xícaras, canecas e pratos, bem como 10.000 bules e milhões de latas de biscoitos colecionáveis.

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A empresa Marks & Spencer afirmou que mais de 200.000 clientes pesquisaram seu site em busca de presentes de coroação e biscoitos este ano. A diretora de desenvolvimento de alimentos da M&S, Kathryn Turner, disse esperar vender mais de 1 milhão de latas de chá e biscoitos colecionáveis. A empresa londrina Biscuiteers, por sua vez, conta que estão chegando pedidos para seus biscoitos de coroação, que vêm em diferentes formas, incluindo uma coroa e a Abadia de Westminster.

"Estamos sobrecarregados com a demanda", afirmou a diretora administrativa e cofundadora da Biscuiteers, Harriet Hastings. "Estamos no limite agora porque é um produto feito à mão. Há uma questão de quantos podemos fazer nas próximas semanas."

Outro produto que está em alta no Reino Unido são as bandeirolas — bandeiras espetadas em palitos que servem para decorar ambientes e animar festas, muito usadas nas festas juninas do Brasil. Na Flying Colors Flagmakers, uma empresa familiar em Knaresborough, o proprietário Andy Ormrod recebeu grandes encomendas.

A pequena equipe do Flagmakers costurou centenas de bandeiras durante o inverno para garantir que houvesse estoque suficiente. Os funcionários acabaram de finalizar um pedido de 22.500 metros de bandeiras.

"Esse foi um trabalho difícil. Estamos no limite", afirmou Ormrod. "As pessoas estão comprando a bandeirola de coroação especial com o desenho que foi autorizado pelo palácio […] e muitos uniformes de união costurados à mão".

Ao mesmo tempo que a coroação deve aquecer a economia, a cerimônia custará aos cofres públicos até 100 milhões de libras esterlinas, o equivalente a R$ 625,3 milhões. A informação gerou revolta em muitos britânicos, que se manifestaram nas redes sociais.

O jornalista Norman Baker, colunista do The Guardian, também se manifestou sobre o assunto. Em texto publicado neste sábado (29), ele critica duramente o fato de a coroação ser paga com dinheiro público e define as tradições reais do país como "egoístas". Ele questiona, ainda, por que o soberano precisa de uma coroação, uma vez que já é o rei e outros países monárquicos, como Dinamarca, Suécia e Noruega, consideram a prática "arcaica e desnecessária".

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