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Defesa de 'Chapo' chama apenas uma testemunha para depor

Advogados do chefão mexicano interrogam apenas um agente do FBI durante meia hora antes de encerrar a defesa no julgamento, que entra na fase final

Internacional|Fábio Fleury, do R7

Advogados de Chapo (d) interrogaram apenas um agente do FBI
Advogados de Chapo (d) interrogaram apenas um agente do FBI Advogados de Chapo (d) interrogaram apenas um agente do FBI

Os advogados do traficante mexicano Joaquín "El Chapo" Guzmán encerraram a fase de defesa do chefão no início da tarde desta terça-feira (29), depois de chamarem apenas uma testemunha, que foi ouvida durante apenas meia hora. O réu anunciou na segunda que não irá testemunhar.

Com isso, o julgamento do líder do cartel de Sinaloa entrou definitivamente na reta final. Os procuradores federais que fazem a acusação farão sua argumentação final na quarta-feira e a defesa, na quinta.

Em seguida, deve começar a deliberação dos jurados, provavelmente já nesta sexta-feira. O veredicto deve ser conhecido em, no máximo, uma semana. O julgamento acontece na Corte Federal do Brooklyn, em Nova York.

Estratégias diferentes

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Ao contrário da promotoria, que ao longo de 35 dias de audiência colocou na tribuna um total de 56 testemunhas de acusação — incluindo 13 ex-colaboradores de Chapo já condenados e que buscam acordos de leniência para reduzir suas penas —, a defesa optou por apenas um questionamento rápido.

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O agente Paul Roberts, do FBI, foi questionado pelos advogados de Guzmán, a respeito de uma entrevista feita em 2017 com o colombiano Jorge Cifuentes. Membro do cartel do Norte do Vale, do megatraficante Juan Carlos Abadía, Jorge foi uma das testemunhas da acusação no julgamento.

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Roberts foi o agente responsável por transcrever o depoimento de Cifuentes, que tinha acabado de ser preso. Os advogados queriam saber sobre uma única informação registrada no depoimento: um pendrive que o traficante alegou ter recebido de um oficial norte-americano em 2010.

Teoria da conspiração

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No pendrive, estariam todas as provas que o governo dos EUA tinha até então contra Chapo. Segundo os advogados dele, Cifuentes poderia ter usado esse conteúdo no julgamento para incriminar seu cliente, em uma conspiração.

No início do julgamento, a defesa de Guzmán chegou a alegar que seu cliente seria vítima dessa conspiração, entre os governos dos EUA, do México e o sócio dele no cartel de Sinaloa, Ismael "El Mayo" Zambada.

Em poucos dias, o júri vai revelar se a estratégia funcionou. El Chapo é acusado de 17 crimes e, se for condenado, pode pegar prisão perpétua.

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