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Chapo espionava esposa e amantes via celular e abriu porta para o FBI

Por meio de software de espionagem instalado nos telefones da esposa, das amantes e dos capangas de Chapo, o FBI entrou na rede do cartel

Internacional|Fábio Fleury, do R7


Emma Coronel, esposa de El Chapo, chega para mais um dia de julgamento
Emma Coronel, esposa de El Chapo, chega para mais um dia de julgamento

A vontade de vigiar não apenas sua esposa, mas também duas amantes, gerou dezenas de provas contra o traficante mexicano Joaquín "El Chapo" Guzmán. Nesta quarta-feira (9), o colombiano Cristián Rodriguez, técnico de TI responsável pela rede do cartel de Sinaloa, explicou como isso aconteceu.

Ele afirmou, em audiência no julgamento de El Chapo, que acontece em uma corte federal no Brooklyn, em Nova York, que foi o desejo do traficante de monitorar a localização das três mulheres e o que elas falavam que o levou a instalar programas de espionagem nos celulares delas.

Foi por meio desses programas que o FBI, com a ajuda de Cristián, conseguiu invadir a rede e monitorar as comunicações de Chapo e do cartel de Sinaloa durante meses. Dessa maneira, telefonemas foram gravados e mensagens pessoais foram armazenadas, todas altamente comprometedoras.

Brinquedo perigoso

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Durante o depoimento, Rodriguez explicou que Chapo era obcecado por um spyware que permitia ouvir o que as pessoas falavam ao telefone, ler suas mensagens de texto e saber sua localização remotamente.

O primeiro objetivo do chefão era sempre saber onde e com quem estavam sua mulher, Emma Coronel Aispuro, e suas duas amantes, Lucero Sanchez Lopez e Agustina Cabanillas Acosta.

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No entanto, ele também gostava de monitorar homens do cartel, e fez o técnico instalar o programa em mais de 50 aparelhos distribuídos para seus capangas.

"Ele me ligava o tempo todo para saber mais do software de espionagem, era como um brinquedo", disse Rodríguez no depoimento. "Ele costumava ligar para as pessoas, discutir o assunto que precisava e desligar. Em seguida, ligava o microfone para saber o que elas falavam dele."

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Mensagens para a esposa

Além do depoimento do técnico, outras provas bastante incriminadoras contra Chapo foram apresentadas aos jurados, especialmente mensagens de texto que ele trocou com a esposa e com uma das amantes.

Em uma das conversas, Emma passa o celular para seu pai, que também trabalhava para o cartel de Sinaloa. Eles discutem sobre uma remessa de drogas e Guzmán fala para o sogro evitar usar o sistema de rádios, que estaria sendo monitorado por autoridades dos EUA.

Outra conversa mostra o casal falando das filhas gêmeas, Emali e Maria Joaquina, apelidada de Kiki. Chapo brinca com a esposa: "Nossa Kiki é corajosa, vou dar um AK-47 pra ela poder trabalhar comigo".

Conversas com a amante

Já com Agustina, Chapo discute detalhes de operações maiores. Além de namorada do chefão, ela era intermediária do cartel em operações em Belize, no Equador e no México.

Além de Chapo, ela conversava com outros traficante, ordenava entregas e coordenava carregamentos de cocaína. Depois, prestava contas ao amante

"Como vão as coisas", Guzmán pergunta em uma conversa. "Trabalhando como formigas, amor", ela responde. Em outra conversa, com uma amiga, ela diz que não confia no telefone que o chefão lhe deu. "O desgraçado tem como localizá-lo", ela afirma, com razão.

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