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Indígenas de ex-colônias do Reino Unido exigem de Charles 3º desculpas por 'legado de genocídio'

Monarca, que será coroado no fim de semana, sofre críticas de entidades da Commonwealth

Internacional|

Coroação de charles 3º acontece no próximo sábado (6)
Coroação de charles 3º acontece no próximo sábado (6) Coroação de charles 3º acontece no próximo sábado (6)

Líderes indígenas de ex-colônias britânicas exigiram nesta quinta-feira (4) que o rei Charles 3º apresente um pedido de desculpas por "séculos de racismo" e o "legado de genocídio", crimes que atribuem à Coroa.

Em uma carta divulgada dois dias antes da coroação do novo monarca, representantes indígenas de 12 países da Commonwealth também pediram indenizações financeiras e a devolução dos tesouros culturais roubados.

O texto é assinado por líderes da Austrália, cuja população indígena foi massacrada e expulsa de suas terras por colonos britânicos, e de vários países do Caribe que foram atacados para a busca de escravizados.

O grupo afirma que está unido para ajudar sua população a "recuperar-se de séculos de racismo, opressão, colonialismo e escravidão".

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Nos últimos anos, Charles 3º tentou estabelecer uma aproximação dos líderes indígenas, diante dos apelos à responsabilização da monarquia por suas ligações com o comércio de escravizados e o legado de violência do Império Britânico.

Embora Charles 3º já tenha admitido que a Coroa deve "reconhecer os erros" do passado, a carta pede ao novo rei um passo a mais, com um pedido formal de desculpas.

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A ex-atleta olímpica Nova Peris, a primeira mulher aborígene eleita para o Parlamento Federal da Austrália, é uma das signatárias.

Crítica dos vínculos da Austrália com a família real, Peris disse que chegou o momento de "reconhecer as consequências terríveis e duradouras" da colonização e o "legado de genocídio" sentido por muitas populações indígenas.

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A carta pede ao novo monarca o início de conversações para indenizar as populações indígenas, que que sofreram o saque de seus tesouros e a destruição de sua cultura.

O texto também é assinado por representantes do Canadá, Nova Zelândia e Papua Nova Guiné.

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