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Julgamento de El Chapo: Abadía é questionado sobre assassinatos

Defesa do traficante mexicano questionou Abadía sobre dezenas de mortes que ele ordenou, para desqualificá-lo como testemunha no julgamento

Internacional|Fábio Fleury, do R7

Desenho representa 'El Chapo' durante julgamento
Desenho representa 'El Chapo' durante julgamento Desenho representa 'El Chapo' durante julgamento

O megatraficante colombiano Juan Carlos Abadía concluiu nesta terça-feira (4) sua participação como testemunha no julgamento do traficante mexicano Joaquín 'El Chapo' Guzmán, que está em andamento em uma corte federal em Nova York (EUA).

Em seus últimos momentos na sala de audiência, o ex-chefão que foi preso em Barueri, na Grande São Paulo, em agosto de 2007, foi questionado sobre diversos assassinatos que encomendou durante os anos que liderou o cartel do Norte do Vale.

150 assassinatos

A defesa de Chapo tentou desqualificar o depoimento de Abadía, usando registros do cartel que mostram que ele pagou por pelo menos 150 mortes. Segundo os advogados, ele estaria testemunhando contra El Chapo apenas para se livrar das acusações de homicídio.

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Os registros meticulosos mostram, por exemplo, que um grupo de assassinos recebeu US$ 338.776 (cerca de R$ 1,3 milhão) por um 'serviço'. "Paguei isso porque precisei de um grande número de pistoleiros dessa vez", explicou Abadía aos jurados.

Os advogados de Chapo também questionaram o colombiano sobre a morte de um de seus principais homens, Lauriano Rentería. Ele morreu envenenado em março de 2007, dentro de uma prisão.

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"Com a morte dele, morreram muitos dos segredos da sua organização, não é mesmo?", perguntou o advogado Bill Purpura, que representa Guzmán. Abadía respondeu que sim.

Lista de crimes

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O colombiano também admitiu que mandou matar uma família nos EUA, após descobrir que as pessoas tinham roubado drogas de seu estoque, em Nova Jersey.

Os advogados de Chapo ainda listaram dezenas de outros assassinatos e falaram sobre a fortuna de US$ 120 milhões (R$ 462 milhões) em dinheiro que foi apreendida quando ele foi preso no Brasil.

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