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Julgamento de El Chapo: ex-parceiro se entregou sem ser procurado

Colombiano Germán Rosero fazia a ligação entre cartel do Norte do Vale e o cartel de Sinaloa, liderado por Chapo; ele se entregou em 2007

Internacional|Fábio Fleury, do R7

Desenho representa El Chapo durante julgamento
Desenho representa El Chapo durante julgamento Desenho representa El Chapo durante julgamento

Durante cinco anos, Germán Rosero, conhecido como "Barba", foi a ligação entre o cartel do Norte do Vale, da Colômbia, de Juan Carlos Abadía, e o cartel de Sinaloa, liderado pelo traficante mexicano Joaquín "El Chapo" Guzmán. Nesta quarta-feira (5), ele testemunhou contra seu antigo parceiro.

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Responsável por coordenar o envio de cocaína da Colômbia para o México, de onde a droga era levada para os EUA, Rosero contou aos jurados que abandonou a atividade em 2007 e se entregou a autoridades norte-americanas sem nem ser procurado no país por seus crimes.

Segundo ele, sua relação com Chapo começou em 2002, quando ele foi enviado ao México para acompanhar uma carga de duas toneladas de cocaína. A partir daí, foram diversos carregamentos ao longo dos anos.

Participação nas entregas

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No depoimento, Barba relatou que além de supervisionar o caminho da droga, muitas vezes ele participou do envio do dinheiro vivo obtido com a venda dos entorpecentes para a Colômbia.

Relação de Guzmán Rosero com Chapo começou em 2002
Relação de Guzmán Rosero com Chapo começou em 2002 Relação de Guzmán Rosero com Chapo começou em 2002

Ele disse que normalmente pessoas entravam no país com quantidades limitadas de dinheiro, para despistar as autoridades, mas que Chapo fazia o envio do dinheiro usando um avião especial, feito de fibra de carbono que, em suas palavras, seria "indetectável por radares".

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Chapo padrinho

Rosero disse que esteve com Chapo de seis a oito vezes, sempre cercado de seguranças armados com fuzis, mas descreveu o chefão como uma pessoa afável e que tinha grande interesse em sua família. Com isso, Guzmán se tornou padrinho de um dos filhos de Barba.

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"Ele sempre foi uma pessoa que me tratou com muito respeito e, dentro da organização, era uma verdadeira honra que ele fosse padrinho", contou Barba aos jurados.

Fim do negócio

Em 2007, quando Chapo entrou em conflito com um de seus sócios no cartel, Arturo Bertrán-Leyva, Rosero decidiu que era hora de parar. Ele abandonou o narcotráfico por não querer se envolver em "uma guerra".

Pouco tempo depois, ele viajou para Miami e se entregou às autoridades norte-americanas. Ele imaginava que havia um pedido de prisão em aberto com seu nome, mas isso não aconteceu. Ele foi indiciado e se tornou uma importante testemunha. 

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