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Quem é o deputado americano de origem brasileira alvo de polêmicas nos EUA?

George Santos, eleito por um condado em Nova York, mentiu sobre o próprio currículo e é investigado no RJ por estelionato

Internacional|Lucas Ferreira, do R7, com informações da AFP


George Santos cogitou, na última quinta-feira (12), a renúncia
George Santos cogitou, na última quinta-feira (12), a renúncia

O deputado republicano George Santos, de origem brasileira, assumiu pela primeira vez um cargo na Câmara dos Representantes dos EUA em janeiro deste ano. O legislador, porém, é centro de uma enorme polêmica que envolve mentiras sobre o próprio currículo, além da omissão de uma investigação do MPRJ (Ministério Público do Rio de Janeiro) sobre estelionato.

Eleito pelo 3º Distrito de Nova York, Santos, de 34 anos, foi acusado no fim de dezembro pelo The New York Times por ter posto informações falsas em sua biografia. Segundo a reportagem, o republicano mentiu sobre uma licenciatura em finanças no Baruch College, em 2010, e sobre experiências profissionais no Citigroup Bank e no Goldman Sachs Investment Bank.

Em seguida, Santos foi a público desmentir o jornal e disse que não havia ficado surpreso por ter “inimigos no New York Times que tentavam manchar seu bom nome com essas acusações difamatórias”. Entretanto, cerca de uma semana depois, o deputado admitiu ter posto informações falsas na biografia.

"Meus pecados aqui estão embelezando meu currículo. Sinto muito. [...] Não me formei em nenhuma instituição de ensino superior. Tenho vergonha e lamento por embelezar meu currículo", reiterou. "Fazemos coisas estúpidas na vida."

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Apesar da confissão, a pressão sobre Santos continua crescendo, e foram feitas inclusive novas acusações de mentiras até sobre a religião que pratica. Os pedidos de renúncia, que começaram de um adversário democrata, agora chegaram aos republicanos.

"É mentira atrás de mentira atrás de mentira", disse Joseph Cairo Jr., presidente do partido no condado da Nassau. O deputado republicano Anthony D'Esposito, que representa um distrito vizinho, acrescentou: "Eu me uno a você e a meus colegas ao dizer que George Santos não tem capacidade para servir na Câmara dos Deputados e deve renunciar".

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Santos utilizou o Twitter para se defender e reafirmar que continuará com a cadeira na Câmara dos Representantes, apesar da pressão de democratas e republicanos.

"Fui eleito para servir ao povo de #NY03, não ao partido nem aos políticos. Continuo comprometido em fazer isso, e lamento saber que as autoridades locais se recusam a trabalhar com meu gabinete", escreveu, ao se referir ao distrito congressional que representa.

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Nas redes sociais, americanos criticam duramente Santos. “Sua vida inteira é uma completa fraude. Você é patético. Renuncie”, enquanto um afirma que todo o 3º Distrito de Nova York, que elegeu o republicano, está “enojado”.

Horas mais tarde, o republicano utilizou o Twitter para dizer que cogita a renúncia, mas não disse sob quais circunstâncias.

Investigação no Rio de Janeiro

Após ser eleito, Santos deverá enfrentar reabertura de processo do MPRJ
Após ser eleito, Santos deverá enfrentar reabertura de processo do MPRJ

No início de janeiro, o MPRJ (Ministério Público do Rio de Janeiro) reabriu uma investigação de estelionato contra Santos, paralisada pelo órgão após a instituição não ter conseguido localizar nenhum endereço fixo ligado ao deputado americano.

De acordo com o MPRJ, o republicano é acusado de ter utilizado um talão de cheques roubado para fazer compras de mais de R$ 2.000 em uma loja em Niterói, região metropolitana do Rio de Janeiro, em 2008.

"O Ministério Público do Rio de Janeiro solicitou a reabertura do processo. O réu foi eleito deputado nos Estados Unidos da América e, portanto, tem endereço certo, o que vai possibilitar sua citação e a reabertura do processo”, informou o órgão à AFP.

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Santos pode pegar até cinco anos de prisão se for condenado no Brasil, que tem um tratado de extradição com os Estados Unidos, mas os promotores disseram que, por ser sua primeira acusação, ele poderia optar por uma pena alternativa, como serviço comunitário.

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