Rússia x Ucrânia

Internacional Ucrânia enfrenta 'brutalidade' inédita na Europa desde a Segunda Guerra Mundial, diz Otan

Ucrânia enfrenta 'brutalidade' inédita na Europa desde a Segunda Guerra Mundial, diz Otan

Secretário-geral disse que a cúpula da organização chegará a acordo sobre 'novo pacote completo de assistência' aos ucranianos

AFP

Resumindo a Notícia

  • Chefes de Estado e de Governo se reúnem em Madri para cúpula da Otan
  • Declaração ocorre no dia seguinte ao bombardeio de um shopping center na Ucrânia
  • Entrada da Suécia e da Finlândia no grupo enfrenta oposição da Turquia
  • Presidente espanhol disse que pretende transmitir mensagem sobre guerra na Ucrânia
O secretário-geral da Otan,  Jens Stoltenberg,  fala durante conferência de imprensa

O secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, fala durante conferência de imprensa

Kenzo Tribouillard/AFP - 27.06.2022

A Ucrânia sofre "uma brutalidade nunca vista na Europa desde a Segunda Guerra Mundial", declarou nesta terça-feira (28) o secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, no primeiro dia da cúpula do bloco em Madri, com a presença de chefes de Estado e de Governo.

Por isso, "é muito importante que continuemos dispostos a fornecer ajuda", disse Stoltenberg, assegurando que a cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte chegará a um acordo sobre "um novo pacote completo de assistência" à Ucrânia.

Stoltenberg fez essas declarações no dia seguinte ao bombardeio de um shopping center em Kremenchuk, no centro do país, que deixou pelo menos 18 mortos, segundo a Ucrânia.

Outro capítulo importante do encontro de Madri é a entrada na Aliança de dois vizinhos da Rússia, Suécia e Finlândia, solicitada após a invasão da Ucrânia e que enfrenta oposição da Turquia - que considera os dois países amigos dos separatistas curdos.

"Esperamos avançar na adesão da Finlândia e da Suécia", disse Stoltenberg, que tentará desbloquear a situação no encontro que realizará hoje com os três países mencionados.

O presidente do governo espanhol, Pedro Sánchez, que acompanha Stoltenberg, afirmou que pretende transmitir uma mensagem sobre a guerra na Ucrânia.

O objetivo da cúpula é transmitir "uma mensagem de unidade entre as democracias, que se reúnem para defender a democracia, para defender os valores que nos unem, que são os valores da liberdade, pluralidade política, respeito aos direitos humanos e também da defesa de uma ordem internacional baseada em regras", afirmou o presidente anfitrião.

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