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Atingidos pela barragem da Samarco fazem protesto em Barra Longa

População pede agilidade em negociações e pagamento de indenizações; manifestantes fecharam a entrada da cidade

Minas Gerais|Pablo Nascimento, do R7


Moradores se uniram na entrada de Barra Longa
Moradores se uniram na entrada de Barra Longa

Um grupo de atingidos pela lama de rejeitos da barragem da Samarco fechou a entrada da cidade de Barra Longa, na região Central de Minas Gerais, nesta quarta-feira (26). Este foi o segundo dia seguido de manifestação do grupo que pede mais velocidade no reassentamento de famílias e o pagamento de auxílio financeiro.

Os manifestantes alegam descaso por parte das empresas responsáveis pela barragem de Fundão. Segundo eles, a Fundação Renova, entidade responsável pelas ações de reparo do rompimento, não atendeu às reivindicações feitas em outros protestos.

Os moradores da cidade pedem agilidade no remanejamento de 30 famílias que, segundo eles, “estão em casas em situação de risco iminente, devido a rachaduras e danos causados pelas passagens constantes dos caminhões da Renova na cidade”. Eles também pedem o pagamento de auxílio financeiro para as mulheres que perderam a fonte de renda após a tragédia.

Procurada, a Fundação Renova reconheceu como legítima a manifestação e informou que negocia com as 30 famílias prejudicadas pelos caminhões. Segundo a instituição, 21 delas já fecharam o acordo e devem se mudar ainda nesta semana e outras três já se mudaram. A fundação ressalta, ainda, que já destinou R$ 32,5 milhões em indenizações.

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Desastre

A barragem de Fundão, em Mariana, na região central de Minas Gerais, rompeu no dia cinco de novembro de 2015, deixando 19 mortos e centenas de desabrigados. O caso é considerado o maior desastre ambiental já vivenciado no país. Além de Bento Rodrigues, as comunidades de Paracatu de Baixo e Gesteira foram parcialmente atingidas.

Na época, 362 famílias dos três distritos perderam seus lares. Hoje eles vivem em casas alugadas pela Samarco, dona da barragem, na cidade de Mariana. Só de Bento, são 226 famílias desabrigadas.

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Confira a nota na íntegra:

“Com relação às mobilizações em Barra Longa, a Fundação Renova entende como legítima a manifestação dos atingidos e reafirma seu compromisso com o diálogo para a construção conjunta de soluções. A Fundação ressalta que, desde que assumiu as ações de reparação no município, em 2016, muitas obras foram entregues e iniciativas de suporte aos moradores foram colocadas em prática. Entre as obras finalizadas, estão a reconstrução de 9 casas, a manutenção de 51 imóveis e as reformas de 121 residências e propriedades rurais, 26 comércios e uma escola e 116 quintais e lotes. Foram destinados R$ 7,7 milhões ao pagamento de 116 indenizações, alcançando 316 pessoas, e desembolsados mais de R$ 6 milhões a 260 titulares ativos assistidos pelo programa de Auxílio Financeiro Emergencial. No total, os recursos destinados chegam a R$ 32,5 milhões.

Desde a última reunião com os atingidos do município, em agosto, foi iniciado um processo de negociação, que contou com a realização de assembleia mediada pelo governo estadual. As 30 famílias da cidade que se encontram em situação de risco estão recebendo suporte. Vinte e uma delas já fecharam negociação de novas casas, com previsão de mudança na próxima semana. Três destas famílias já se mudaram para outros imóveis. O prazo de 45 dias acordado com os atingidos para a solução dessa questão está vigente.”

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